A copa do mundo é nossa

Com brasileiro, não há quem possa!

Eu achei que nem ia ligar de não estar no Brasil durante a copa. Que boba! Estou mesmo é morrendo de inveja e de saudade de casa. Mas enquanto eu vejo Beagá só pela tevê, estou aproveitando o que dá dessa copa.

Minhas coisas preferidas de ver a Copa do Brasil aqui de longe:

1. O Brasil está na moda. De bandeirinhas do Brasil distribuídas no bar, a Brahma vendida mais caro que cerveja alemã no supermercado, a até uma barraquinha de comida brasileira na estação central, a vida está mais fácil pros brasileiros com saudade de casa. Isso aí é uma coxinha, gente!

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2. As notícias das manifestações estão chegando aqui sim, e volta e meia tem amigo gringo postando no facebook reportagens tipo ‘o que você não sabe sobre a copa do brasil’ ou ‘o que significa o #naovaitercopa’. Várias pessoas já me perguntaram sobre o que está acontecendo, e se interessam, querem saber como está a situação. Copa também é visibilidade!

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3. A oportunidade de ver jogos de várias seleções com pessoas desses vários países, e de gente que já morou nesses países, e de gente que está torcendo porque tem simpatia por esse país.

Pela nossa mesa já passaram alemães, finlandeses, mexicanos, uruguaios, italianos, croatas, holandeses, indianos, paquistaneses, americanos, romenos, australianos, canadenses, e até brasileiros!…

Fico me lembrando de um campeonato brasileiro que eu acompanhei em Salvador, num projeto que tinha gente do Brasil inteiro, e era fantástico ter sempre alguém pra zoar – ou pra ser zoado. Aqui seria a mesma coisa se esse pessoal de fato gostasse se futebol em vez de ir no bar pela bagunça, mas tudo bem, que também pode!

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4. Ver jogo como os alemães vêem. De ver jogo no escritório, com 70 pessoas reunidas e DUAS levantando pra comemorar o gol… a ir no estádio ver o jogo no maior telão do país e a galera cantando e gritando junto (bom, germanicamente, mas já foi algo).

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5. Ver uma quantidade infinita de jogos. Como o horário dos jogos no Brasil é definido em função de quem está na Europa, quem se dá bem soy yo. Vi pelo menos um pedaço de 33 dos 48 jogos da fase de grupos, e acho que na 2a fase meu aproveitamento vai ser 100% fácil.

Vendo jogo na estação de trem:
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6. Andar de verde-e-amarelo e me destacar na multidão :) No Brasil todo mundo está de amarelo, mas aqui a minha camisa canarinho faz muito sucesso. As pessoas gritam ‘Brasilien!’ e mexem na rua. Ontem um cara abriu o maior sorriso pra mim no bonde. Melhor ainda é poder barbarizar na maquiagem porque ninguém me conhece mesmo :D

Brasil vs Camarões:
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Brasil vs Chile:
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Sim, está ficando mais grave :D

7. Apesar de toda a torcida contra – porque pode ter certeza, uma hora dessas só torce pro Brasil quem já está eliminado! – ver o Brasil ganhar, sofrido, nos acréscimos, com gol feio… mas ganhar ;D Bora, Brasil!

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Eintracht

Eu sempre quis ir um jogo de futebol aqui, mas nunca achei companhia. Mas como eu tenho essa boca grande e fico atazanando o zoto, quando um mocinho do trabalho viu que não ia poder ir ao jogo pro qual ele tinha comprado ingressos, veio direto pra mim perguntar se eu queria ir no lugar dele. Yey!

O estádio (Commerzbank Arena) fica aqui bem perto de casa. Fomos mais cedo pra dar tempo de comprar um Schal, que é tipo um cachecol que todo time tem um. E claro, tomar uma cerveja, né?

Achei o estádio bem pequeno. Olhei agora na internet e é estádio olímpico, mais de 50 mil lugares… mas me deu uma sensação de ser tão menor que o Mineirão! Acho que é porque a arquibancada começa logo depois do campo, em vez de ter fosso e um monte de coisa.

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Commerzbank Arena por fora

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Commerzbank Arena por dentro

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Na porta do estádio com o Schal recém-comprado

Na entrada do estádio, várias barraquinhas vendendo Schal – e todo mundo indo pro jogo com seu Schal! Muita gente sem a camisa do time, mas quase todo mundo com o cachecolzinho. Logo no começo do jogo eu entendi por que – quando toca o hino do time, todo mundo segura o Schal assim:

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Usando o Schal

Todo mundo mesmo! Dá pra ver quantas pessoas tem nessa família?

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São três!

Muita, muita criança nas arquibancadas… e algumas mães também. A maioria dos espectadores eram homens. O clima é de segurança total. Sim, eu fui num jogo de futebol com outra menina e não levei cantada, ninguém ficou me encarando, nada, nada. Dava pra ter ido sozinha, se não fosse tão chato ver jogo sozinha.

Ficamos pertinho da torcida organizada do Mainz – o que foi uma pena, porque não deu pra aprender as musiquinhas pra torcer pelo Eintracht! Mas deu pra ver de perto o espetáculo que foi a torcida do Mainz. Cantavam todo mundo junto, batiam palma junto, pulavam junto… até que eu descobri que eles tinham tipo um animador de auditório! A gente também tem isso nas torcidas brasileiras?

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Torcida organizada do Mainz 05

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Torcida organizada do Eintracht

Na torcida normal, todo mundo prestando atenção no jogo o tempo todo. Parece óbvio mas um dia eu fui num jogo de baseball e ninguém ligava pro que tava acontecendo em campo :) Na entrada dos jogadores, o moço do microfone fala só o primeiro nome, e a torcida completa com o sobrenome. Achei ótimo porque eles também mostram o nome no telão, então a gente gritou junto também :)

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Entrada dos jogadores

Eu falei que o clima é de segurança? Ah!, a organização alemã. Mas o que eu não disse ainda é a limpeza absurda do lugar. Gente, banheiro de estádio limpo. Falem essa frase: “banheiro de estádio limpo”. Acho que eu nunca tinha falado/escrito essa combinação de palavras. Mas existe!!!

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Banheiro limpo :o

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Banheiro impecável :o

Pra comprar coisas, quase zero fila. O processo é meio chato, porque tem que comprar um cartão, carregar com créditos, tem depósito pros copos de cerveja, e depois tem que trocar o cartão por dinheiro de novo. Burocrático, mas organizadíssimo.

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Comprando cerveja : )

E a emoção, é que nem no Brasil?

Né não, minha gente. A emoção também é alemã. =/

O Eintracht ganhou de 2 a zero. As duas fotos seguintes são das duas comemorações. Tá dando pra sentir a emoção? Bonus pro sujeito de casaco bege – que nos dois gols comemorou muito emocionadamente igualzinho.

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Primeiro gol…

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Segundo gol…

Mas tudo bem, que é bacana mesmo assim! E no final do jogo, o locutor todo animado dizendo Eintrach, ai a torcida grita ZWEEEEEI, Mainz, a torcida grita NUUUUUUULL… fiquei pensando se ele faz isso quando o time da casa está perdendo : )

Organização alemã parte dois: estávamos na arquibancada superior. Entre acabar o jogo e chegarmos do lado de fora do estádio, passando pelo banheiro feminino, foram SETE minutos. Sete. Eu não entendo como faz. Essa foto é da saída da arquibancada, imediatamente depois de ter terminado o jogo: tá vendo quanto espaço tem entre as pessoas? Como faz isso?

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Saída do jogo

Pena que agora a Bundesliga está no final e não vai dar pra ver nenhum time bom (Borussia Dortmund, ou Bayern de Munique) jogando. Mas quem sabe na próxima temporada posso usar de novo meu Schal do Eintracht! : )

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Vai, Eintracht!

ps: achei os ingressos carinhos, 28 euros. Cerveja no estádio 4 euros, batata frita 3 euros.

O dia em que a casa caiu

Então, não foi a casa, mas um prédio bem antigo aqui em Frankfurt.

Postaram a notícia em vários lugares e geral foi ver. Quando eu digo geral, digo geral mesmo! Eu estava (pra variar) atrasada e não sabia bem onde era o lugar; foi só acompanhar todas as pessoas que estavam levando as crianças numa mão e as câmeras na outra e sair correndo pela rua.

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Todo mundo acordou cedo pra ir ver

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E a galera? ô ô

Não tinha como chegar de tram até essa área onde dava pra ver o prédio, então foi todo mundo a pé. Tinha gente nas varandas dos prédios próximos, e até em cima de tetos.

Apesar da minha atrasadice crônica, deu pra ver a implosão inteirinha e até filmar. Estava marcado pra dez e meia da manhã, e demorou um cadinho – o prédio veio abaixo mesmo às 10:33. Enquanto isso, as crianças ansiosíssimas, fazendo contagem regressiva como se fosse reveillon. Muito bacana!

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Prédio antes

E segue meu video:

Legal como o prédio desmonta em silêncio, antes de chegar o barulho da explosão. Buuuuum!

Além de isolar uma área enorme em volta do prédio durante a implosão, também tomaram cuidados especiais com os prédios em volta e com a poeira. Durante a explosão, explodiram também 24 tanques de água, pra ajudar a baixar a poeira. Inteligente, ne?

Algumas horas depois liberaram a área e voltamos pra tirar fotos. Apesar da água, muita, muita poeira. Dá pra ver nas fotos seguintes como as árvores e as plantas ficaram.

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Prédio do lado, ‘encapado’

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Levantou poeira!

Deu um pouco de dó. Mas ao mesmo tempo, achei muito legal poder ver ‘ao vivo’ uma coisa dessas. Oportunidade única, né?

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Só sobrou isso

Encontrei também esse vídeo (em inglês) que é mais profissional que o meu:

Windpocken

Hoje foi o primeiro dia que não foi pior que o anterior. Logo, concluo que estou melhorando. Yey!

Por enquanto, o que tivemos?

Três dias de febre sem outros sintomas. Dois dias de febre e bolhinhas inofensivas se espalhando. Dois dias de febre, bolhinhas inofensivas se espalhando e coçando loucamente. Um dia de bolhinhas coçando pouco – que é hoje.

Gente, o que é isso de coçeira de catapora!? Primeiro que eu tenho muitas, mas muitas bolhinhas. Segundo, que elas coçavam ordenadamente – TODAS ao mesmo tempo! No primeiro dia foi cabeça, rosto, pescoço, ombros, colo. No segundo, costas, braços, barriga. E na segunda noite, as pernas.

Não citei a primeira noite porque nela foi impossível dormir; passei a noite dentro da banheira, vendo uns filmes da década de 50. Seria fino se tivesse espuma na banheira e se eu tivesse uma taça de vinho.

A coçeira ficou entre enlouquecedora e insuportável, na minha categorização. Só depois de passar por ela entendi os vários artigos de mães contando que os filhos rolam pelo chão, incontroláveis. Se eu achasse que rolar pelo chão ajudaria, eu teria rolado também. É muito difícil saber que você tem a solução na ponta dos dedos (coçar!!!!) e não poder. Desejo isso pra ninguém. Fiquei pensando que preferia que essas malditas bolhas doessem.

Felizmente hoje elas estão coçando pouco e tá dando pra ser feliz. Ah, e parece que a febre passou também. Estou animada :D

***

Duas pessoas perguntaram, então creio que a América quer saber: catapora em inglês é chickenpox, e em alemão é Windpocken.

***

Ganhei do médico um líquido branco secativo, que parece pasta d’água. A rotina das perebas envolve tomar banho, lavar toda a pasta d’água, secar com cuidado, tirar fotos das perebas pro Dr. Felipe (coitado, só se fode comigo) e depois passar de novo a pasta d’água. No começo eu estava aproveitando esse hiato pra ir à farmácia, ou ao supermercado. Agora nem tou ligando mais, e acho que tou mais gata com a pasta d’água – que pelo menos tampa as perebas, né. As pessoas no supermercado hoje ficaram assustadas, e o caixa isolou meu sorvete (juro! tive que ir pegar outro, porque o que ele isolou foi cair quicando no chão e quebrou o plástico). Pelo menos elas têm uma coisa legal pra contar em casa, né?

***

Já que eu demoro mesmo uma hora pra passar a pasta d’água, hoje resolvi demorar um pouco mais e contar. Preparados pro número? Descontando costas (que eu não alcanço) e couro cabeludo, são 423 perebas. Acho que se contar tudo, dá umas quinhentas fácil. Muito mais legal quando a gente sabe o número!

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Quando eu morava em SP, conheci um cara na balada e nem lembro por que terminei a noite na casa dele – nem rolou nada, que eu sou muito certinha – e o que me deixou muito impressionada (pra bem ou pra mal, nao pude definir) foram os hábitos pós-balada do cara.

Ele tinha pilhas e pilhas de comida de bebê. E ele não tinha um bebê. Ele chegava de madrugada em casa e esquentava um potinho de comida de bebê no microondas. Comidinha saudável, gostosa, e em porções pequeninas. Genial.

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Por que raios me lembrei disso?

Por que na volta das férias, percebi que não tinha absolutamente comida nenhuma em casa e comprei umas coisas. E hoje, voltando de uma balada irresponsavel quatro da manha de uma quarta-feira… eu tenho batata de pozinho incrementada com bastante azeite e queijo. Genius.

NYE em Londres

(eu sei que vocês só vêm aqui pra ler minhas  histórias de luxo e sedução e que ninguém liga pro meu mimimi. tá errado isso, gente!, mas bora falar de Londres)

Sai do Rio no dia 30, verão bombando, trinta e nove graus, todo mundo na praia inclusive eu, depois de comer tudo que existia no Rio pra comer. Meu vôo pra Frankfurt passava por Londres, logo eu tive uma brilhante idéia: por que não fazer uma conexão de 22 horas justamente entre o dia 31 e o dia 1o?  Brilliant!

Acho que por causa dessa conexão, não consegui fazer checkin online – o que me deixou bem chateada, porque gosto de fazer checkin cedo e pegar janela. Quando cheguei no balcão, de jeans, havaianas e vagamente descabelada pós-praia, a moça me disse que o vôo estava cheio e que no máximo dava pra conseguir um corredor. Eu atazanei, atazanei, e ela achou uma janela pra mim! Não deu nem tempo de agradecer (poxa, obrigada, que beleza, é que eu sou pequena, sabe, então pra mim faz muita diferença a janela, vou dormindo daqui até lá,) e a janela não era mais minha – a gerente é que tinha desbloqueado a janela pra outra pessoa, não pra mim. Eu atazanei mais um pouco e a moça prometeu que ia tentar me mudar ainda. Se tivesse alguma novidade, que eu ficaria sabendo no portão de embarque.

Chegando no portão de embarque… dito e feito, a moça trocou meu assento! Quando peguei o papelzinho, 10B – olha a falta de finesse -, meu primeiro comentário foi ‘aaaanh, não é janela não. Eu tinha pedido uma janela’. A moça precisou me avisar que eu tinha ganhado um upgrade e estava na executiva :D

(pra constar – quando cheguei no avião, um pai quis trocar de lugar comigo pra ir junto da filha – e então eu peguei uma janela. Na classe executiva)

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Fina, eu

(essas coisas pretinhas láaaa longe são meus pés – devidamente embalados nas meinhas de viagem que vieram na necessaire de coisinhas de graça. luxo e seducão)

Minhas malas fora ‘direto’ pra Frankfurt, e eu fiquei só com a mochila pra passear pela cidade. Como eu não conhecia ninguém em Londres, resolvi me juntar a um grupo de desconhecidos do Couchsurfing. Anotei direitinho onde e quando eles iam se encontrar, me programei pra chegar com uma hora de antecedência pra garantir, e no final da conta eu tinha quatro horas pra passear pela cidade. Marquei no mapa umas atrações mais ou menos perto uma das outras e fiz um roteiro a pé. O plano era descer na estação chamada Hyde Park Corner (que fica de fato na beirada do Hyde Park, mas não deu pra visitar), ir andando até o Palácio de Buckingham, andar até a Trafalgar Square (onde fica o National Gallery – mas não entrei em lugar nenhum), e depois subir até Picadilly Circus. Depois, ir até o ponto de encontro com o pessoal, passando por mais um monte de pontos turísticos como as casas do Parlamento e o Big Ben.

Ah, a primeira que eu fiz foi perder o mapa – mas como quem tem dois tem um e quem tem um não tem nenhum, claro que eu tinha pegado DOIS mapas no aeroporto. Heh.

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Londres bonitona

Cheguei no centro quatro da tarde e já estava escurecendo. Uma pena, que as fotos ficaram escuras. Gostei muito mais de Londres dessa vez – achei tudo mais amplo e mais bonito. Provavelmente porque eu não tinha lá grandes expectativas dessa vez :)

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Palácio de Buckingham I

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Palácio de Buckingham II

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Picadilly Circus

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Decoração de natal

Por toda a cidade, HORDAS de turistas, mas com aquele sentimento de ansiedade e excitação que precede toda cidade com uma grande festa de reveillon. Como eu não tinha nenhum compromisso com atrações turísticas, não me atrapalhou. Depois pessoas me contaram que a cidade estava um inferno, filas gigantescas pra todos os museus e afins. Estou curtindo isso de visitar sem obrigações :)

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Big Ben (não o Roethlisberger)

Passando pela ponte de Westminister seis da tarde, já muuuita gente sentadinha nos melhores lugares esperando a hora dos fogos. E lá o pessoal da Vodafone estava dando uns kits para O PRIMEIRO REVEILLON MULTI-SENSORIAL DA HISTÓRIA! Pois é, eu repeti isso 924375 vezes durante a noite porque sempre chegava um perguntando o que raios era aquele negócio pendurado no meu pescoço.

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O primeiro reveillon multi-sensorial da história

Na bolsinha vieram umas balinhas de fruta e um encarte ‘raspe-e-cheire’ (lembra de uns álbuns de figurinha antiiiiigos que tinham isso?) com vários cheirinhos de fruta também. Em teoria, era pra comer e cheirar na hora da queima de fogos. Já estragando a surpresa, vou dizer que não fez sentido nenhum, eu não sabia que horas cheirar o que, e fiquei me sentindo meio idiota cheirando um papel no meio da rua (daí claro que fiz todo mundo cheirar também porque ser idiota acompanhada é muito mais divertido). E as balinhas, fui comer no aeroporto, horas depois. Go figure.

Além de lotada de turistas, a cidade também tinha MUITO policiamento (muito mesmo) e muita informação. Em todo lugar estava explicando que o acesso às pontes ia fechar quando elas estivesse muito cheias (brilliant!). Eu vi avisos em inglês, espanhol, francês, alemão, e chinês/japonês (não sei qual dos dois). Achei muito bem organizado (vejam vocês que minha comparação é com a Alemanha, então estava bom mesmo).

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Policiamento em todo lugar

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Informação aos passantes

Parei pra almoçar/jantar num pub (e comer coisas deliciosas como fish and chips e pulled pork) antes de encontrar a galera, também pra forrar o estômago, que a noite ia ser longa. E planejando chegar com meia hora de antecedência, obviamente me perdi DO LADO do bar do encontro e cheguei em cima da hora. Sorte que a galera ficou por lá batendo papo e tomando uma cerveja até 9 e pouco.

Quem estava organizando tudo eram uma brasileira (fofa) e um indiano gente boa. Tinha pelo menos umas 30 pessoas já no bar; na ponte, foram chegando mais e mais, e no final acho que éramos uns 100. Conversei com uma dominicana, uma palestina, uns holandeses, vários indianos, umas britânicas muito loucas, um londrino, duas alemãs, uma taiwanesa fofa, mais indianos, um israelense, uma mexicana, a brasileira que organizou a parada, e mais um monte de gente que eu não cheguei a perguntar de onde era.

Antes das nove e meia, fomos pra ponte. Não estava muito frio, mas já estava bombando de gente.

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Ponte bombando

Ficamos jogando conversa fora até meia noite – ah, paramos às 11 pra comemorar o ano novo na Alemanha – até que finalmente teve a contagem regressiva e os fogos. Pena que as fotos não estão boas, porque justo nessa hora começou a chover – e eu também não estava super preocupada em conseguir boas fotos : )

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Contagem regressiva

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Fogos

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Mais fogos

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E mais fogos

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Aeeeeeh feliz 2014!

Achei super legal os fogos saírem do London Eye, que é essa roda-gigante gigante que eles têm lá. Parece que todo ano é assim mas eu não sabia. Pra quem quiser ver como foi, tem um videozinho nesse link :)

Depois disso ainda fui com o pessoal pra uma baladinha, que eu não faço idéia onde era :) Daí a noite deixa de ser relatável no blogue e o que acontece em Londres fica em Londres. Cheguei no aeroporto 6 da manhã, tirei um cochilo, e fui-me embora pra Frankfurt no vôo das onze.

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And we’re gonna let it burn

(ps: essa moça fazendo photobombing na foto falava português, morou três anos em SP. quando a gente não acha brasileiros, acha gente que morou no Brasil. tá na moda! :D)

Resumo da ópera? Nada como ter baixas expectativas :) Fiquei super feliz de entrar no ano novo com mimos da sorte; adorei o pessoal que eu conheci, mesmo os que nem eram tão legais mas a gente finge que são e dá papo mesmo assim. E nada como meia garrafa de rum pra deixar a gente (e os outros!) amigável!

Eu não precisava ter ido com botas de neve nem levado tanta roupa de frio dentro da mochila – mas não tinha como saber, e se eu não tivesse levado teria feito um frio dos diabos! Apesar da mochila estar um pouquinho pesada, deu super certo andar com ela o dia todo; ela tinha gorro, luvas, água, chocolate, mapa e kindle pra ler nas horas de pausa. Aprovadíssima.

Também fiquei super feliz de me sentir uma trintona com alma de vinte e nove. Passar reveillon sozinha com uma mochila nas costas entre dois vôos não é coisa de gente velha, né?

Feliz 2014 pra gente, que esse ano seja melhor ainda que o que passou, e que a gente fique cada vez mas ‘chófem’ com o passar do tempo!

Lere, lere

Ai eu cheguei em casa um dia e a Belle disse:

– Comprei um presente pra voce. Pra sua cozinha.

Dai eu disse, aaaah, que isso, é pra voce passear pela cidade, não pra se preocupar comigo, nao precisava…

Mas precisava, sim. E pior ainda, eu nem nunca saberia que precisava de uma coisa dessas se nao fosse a Belle. Nem o nome em portugues, quiçá o nome em alemão! Gente, que maravilha! Quantas coisas estavam indo pelo ralo abaixo e agora estão parando nesse negócio ai e não fazem mal, porque vão direto pro lixo! Alegria, alegria!

***

Ainda nesse topico, outro dia ouvi da Dedeh a melhor dica de casa até o presente momento: deixa o detergente trabalhar pra voce. Simmm, eu aprendi que tenho que deixar as formas e panelas e coisas nojentas cheias de água com um pouco de detergente, de preferencia de um dia pro outro, e ai o detergente se encarrega de deixar tudo molinho e facinho de tirar com a bucha! Com a grande vantagem que não dá pra empilhar panelas e afins cheios de água, então eu me sinto obrigada a lavar mesmo no dia seguinte – ou então ficar fazendo malabarismos se preciso da torneira da pia. Que maravilha [2]!

***

Ai eu decido: paninhos amarelos, limpeza pesada. Paninhos rosas, só pra limpar a cozinha. De repente, vejo uma mancha no chão e aproveito que estou com um paninho molhado na mão e quando levanto triunfante depois de tirar a mancha… claro que na minha mão é um paninho rosa.

***

Tirei a noite pra comecar a grande arrumacao da casa. O plano é desligar a internet, colocar o Metallica pra tocar, e botar a Vampirette pra trabalhar. Aceito dicas de como limpar banheiro, que ainda é um grande misterio ;)

The Yacht Week, parte V e final

E finalmente chegamos na ilha mais fofa do roteiro: Hydra.

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Cidadezinha linda, um monte de restaurantes e bares na beira dágua, sorvete, iogurte, muitos mojitos, por do sol lindo… e pra terminar o dia, jantar fino num restaurante fofissimo.

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Sunset Restaurant

Apesar de ser meio estranho date de galera (porque jantar ‘a luz de velas em restaurante fino pra mim é date), foi uma das melhores refeicoes das ferias. As meninas racharam uma salada de Creta mais gostosa do mundo. Pena que nao tem foto… todo mundo que foi a Creta depois ficou procurando uma salada tao boa e nao achou. Restaurante de Hydra, um beijo pra voce!

Dia seguinte voltamos pra Lavrio, no percurso mais longo que tivemos. E por azar, o mar estava virado nos seicentos, e o vento super forte. O que deu pra fazer foi ficar na cama dormindo, porque levantar estava literalmente perigoso.

Parentesis pra falar que roxo foi a cor do verao: ate’ nos acostumarmos com o movimento do barco, todo mundo bateu, caiu, escorregou, ralou, trombou e outros verbos semelhantes. A cachaca tambem ajudou o pessoal a dar uma colorida nas canelas, bracos, costas… no final das contas, estavamos todos com uma cor diferente do que chegamos…

Nesse ultimo dia, ate’ ficar deitada estava sinistro – o barco pulava tanto que duas vezes eu tive que me segurar pra nao bater no teto da cabine (que é bem baixinho). Sai do quarto duas ou tres vezes, pra ver como estava la’ fora. Tudo que nao estava guardado bem fechado voando pelo barco – limoes, papeis, toalhas, copos. Dentro do barco, mais tres batidas que deixaram marca. La’ fora, água espirrando por os lados, gente enjoada, garrafas de água rolando pelo conves…. e o skypper tranquilao, que nem um lorde, sentado numa almofadinha LENDO UMA REVISTA. Como pode, meu deus? Nesse dia quem ainda nao tinha enjoado (se nao me engano só dois de nós) passaram mal tambem, e quem já vinha enjoando regularmente nao tinha mais estomago quando chegamos. Eu queria ficar do lado de fora, ver a vista, sentir a água batendo, mas nao rolou nao. Nesse dia, nem protetor solar a gente passou. Nunca foi tao bom chegar num porto :~

Em relacao a isso de enjoar – eu sou bem enjoadinha (literalmente e nao) e foi bem tranquilo. Claro que ler estava proibidissimo, e dentro do barco, ou era dormindo, ou era muito concentrada em alguma tarefa. Fora isso, no deque sempre, pra nao correr risco. E só enjoei mesmo um dia. O que ajudou é que tomamos sempre muita água e eu bebi pouco. Porque juntar ressaca e enjoo de navio… amigo, eu nao recomendo. So’ cura pulando n’água fria! :D

Entao quando chegamos em Lavrio, foi meio alivio pra todo mundo, mas ninguem estava super no clima de balada. E tambem estava todo mundo morto (porque tomar sol e beber o dia todo cansa!). Jantamos que nem uns bois e dormimos cedo pra entregar o barco no dia seguinte.

Tchau, barco! Tchau, Yacht Week! Vem, ferias na Grecia!

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Avaliacao final da YW Grecia: é bom porque nao tem como ser ruim. Sol grego. Lugares lindos. Água quente. Comida deliciosa. Companhia razoavel (já que voce mesmo escolheu, né!). Mas eu esperava varias coisas diferentes. Eu esperava ficar mas tempo dentro dágua. Eu esperava mais interacao entre os barcos, nao só de noite nas baladinhas, mas durante o dia, na água. Eu esperava ter mais tempo pra conhecer as ilhas pelas quais passamos. Muitas nessas coisas tem a ver com nosso barco ser lento e as ilhas serem longe. Talvez fazer os outros circuitos (com barcos mais rapidos) nao tenham esses defeitos. As mesmas musicas over and over foi bem chato, e os participantes deslumbrados tambem. Dizem que o YW da Croacia é mais balada ainda, e que o da Italia é mais relaxado, mais conhecer os lugares e menos festa. A ver :D

Dito isso, passar uma semana morando num barco, conhecer ilhas lindas, parar pra nadar no meio do nada com peixinhos beliscando os pes e Bitous tocando la’ no barco, tomar mojitos no deque, tirar soneca na boia grande… é pra contar pros netos.

E de ficar com essa cara ai.

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The Yacht Week, parte III

O dia de Plaka foi o mais sem graca da viagem. Isso se da’pra dizer que passar o dia velejando por ilhas gregas seja sem graca.

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Vida sem graca

Mas a verdade é que achei a ilha sem personalidade, o jantar grego marromenos (a gente vai ficando chato com comida boa, ne) e a balada foi sem graca de tudo. As festas da YW sao otimas pra quem gosta de tuntz-tuntz, mas pra quem nao gosta, cansa. Era a mesma coisa tooooooooooda festa. Uma ou outra musica eu ja’ fui gostando, outras passei a gostar, mas… mesma coisa cansa. Mas se a balada tava chata, era so’ voltar pro barco, fazer uns mojitos e ouvir bitous :D

Em compensacao, durante o dia, teve um torneio de volei durante o dia e tiramos fotos debaixo dagua que ficaram fantasticas :D O skypper ensinou pra gente que o que dava certo era mergulhar fundo e tirar a foto subindo, pro cabelo nao ficar na frente. Ainda assim, tiramos milhares pra uma ou outra ficarem marromenos. Minha, acho que nao tem nenhuma decente.

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Milesima tentativa

Descobrimos experimentalmente que a complexidade de tirar uma boa foto aquatica é proporcional ao quadrado do numero de participantes.

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Essa nao rolou nunca

Momento pra falar da melhor ideia das ferias: as boinhas! Lemos que o pessoal leva boias grande e pequenas pra fazer bagunca na agua. Eu levei umas aqui de Ffm mesmo, pra nao correr o risco de faltar, mas nem precisou, que la’ tem em qualquer lojinha, ate’ mais barato. As boias grandes sao otimas, especialmente pra tomar um sol dentro da agua e nao derramar a cerveja – vao aparecer nas fotos ainda. Mas bom, bom mesmo, foram as boias de 50cm que eu levei. Essas aqui, o’:

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Boinha maravilha

Considere ai que 1) a gente parava em baias naturais pra nadar, com profundidades de 5, 10, 15 metros e 2) eu sou uma nadadora bem marromenos. E considere tambem que eu sou sempre a favor de evitar a fadiga. Entao, enquanto as pessoas ficavam batendo pes e bracos pra se manterem na superficie (a água lá é bem salgada, o que facilita muito, mas ainda assim) eu acoplava minha boinha nas pernas (ou na cintura) e ficava ‘a toa. Eu levei cinco dessas boias, mas so’ quem aprovou a ideia foi a Dedeh. E como elas sao pequeninas, dava pra gente levar na bolsa (desinflada) e encher na hora de pular no mar. Zero risco de afogamento, zero fadiga, so’ alegria. E alegria portatil.

Nesse campeonato de volei (que a gente perdeu depois de ter dado algum trabalho) tambem teve pintura pro corpo. De novo, todo mundo la’ se achando os bonitos maquiados e perfumados, e os mendigos do meu barco se lambuzando antes de todo mundo.

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Body paint

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Body paint

Dificil foi so’ tirar essa porcaria de tinta depois! Mas tudo bem, que ficar na água era nossa principal atividade mesmo :)

113

‘e o numero atualizado de bandas que eu ja’ vi ao vivo. Acabei de colocar as bandas do Rock am Ring na lista (festival ‘e uma beleza pra essa contagem) e passei dos 100 shows. Yey!

A lista comeca em 2000 e fumacinha, nos Pop Rock Brasil da vida. E tem shows bons e ruins, que eu gostei e que eu nao gostei, que eu fui porque adoro o cantor e que eu fui porque me pediram pra ir junto. Tem Metallica e tem Latino. Tem Alanis e Psirico (acho que foram no mesmo dia inclusive – Festival de Verao de Salvador, uma salada musical). Tem shows que, quando eu assisti, eu nem era tao fa da banda e tem shows que eu deixei de ser fa’ quando assisti.

Pra mim a diferenca ‘e clara: uma coisa ‘e show no palco, outra coisa ‘e a musica. Tem varias bandas que eu nem sou super fa das musicas, mas que o show ‘e fenomenal. Quem ja’ viu um show do Skank sabe do que eu estou falando; Ivete mesma coisa. Tem umas bandas antigas que tambem fazem (ou faziam) shows otimos, como o Nenhum de Nos e o Ira e o Biquini Cavadao (que nome, meu deus). Ao mesmo tempo, tem gente que eu adoro as musicas, mas que ir no show foi bem sem graca – o Jake Bugg ‘e o exemplo mais recente. Que show chato da pourra! Mesma coisa pro Clapton (desculpa, tio), BB King, Cranberries. Procurei um exemplo de musica boa e show chato de banda brasileira e nao achei – generalizando, a gente ‘e bom de palco! :D

E tem tambem aqueles shows em que tanto a musica ‘e otima, quando o show ‘e fenomenal. Ai o show vira um evento. Pearl Jam (aaaaaah Edinho!), Paul, Metallica. Maroon5. Teatro Magico. Kate Nash. Shakira. Miranda Kassin. Esses eu quero ver de novo!