A copa do mundo é nossa

Com brasileiro, não há quem possa!

Eu achei que nem ia ligar de não estar no Brasil durante a copa. Que boba! Estou mesmo é morrendo de inveja e de saudade de casa. Mas enquanto eu vejo Beagá só pela tevê, estou aproveitando o que dá dessa copa.

Minhas coisas preferidas de ver a Copa do Brasil aqui de longe:

1. O Brasil está na moda. De bandeirinhas do Brasil distribuídas no bar, a Brahma vendida mais caro que cerveja alemã no supermercado, a até uma barraquinha de comida brasileira na estação central, a vida está mais fácil pros brasileiros com saudade de casa. Isso aí é uma coxinha, gente!

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2. As notícias das manifestações estão chegando aqui sim, e volta e meia tem amigo gringo postando no facebook reportagens tipo ‘o que você não sabe sobre a copa do brasil’ ou ‘o que significa o #naovaitercopa’. Várias pessoas já me perguntaram sobre o que está acontecendo, e se interessam, querem saber como está a situação. Copa também é visibilidade!

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3. A oportunidade de ver jogos de várias seleções com pessoas desses vários países, e de gente que já morou nesses países, e de gente que está torcendo porque tem simpatia por esse país.

Pela nossa mesa já passaram alemães, finlandeses, mexicanos, uruguaios, italianos, croatas, holandeses, indianos, paquistaneses, americanos, romenos, australianos, canadenses, e até brasileiros!…

Fico me lembrando de um campeonato brasileiro que eu acompanhei em Salvador, num projeto que tinha gente do Brasil inteiro, e era fantástico ter sempre alguém pra zoar – ou pra ser zoado. Aqui seria a mesma coisa se esse pessoal de fato gostasse se futebol em vez de ir no bar pela bagunça, mas tudo bem, que também pode!

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4. Ver jogo como os alemães vêem. De ver jogo no escritório, com 70 pessoas reunidas e DUAS levantando pra comemorar o gol… a ir no estádio ver o jogo no maior telão do país e a galera cantando e gritando junto (bom, germanicamente, mas já foi algo).

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5. Ver uma quantidade infinita de jogos. Como o horário dos jogos no Brasil é definido em função de quem está na Europa, quem se dá bem soy yo. Vi pelo menos um pedaço de 33 dos 48 jogos da fase de grupos, e acho que na 2a fase meu aproveitamento vai ser 100% fácil.

Vendo jogo na estação de trem:
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6. Andar de verde-e-amarelo e me destacar na multidão :) No Brasil todo mundo está de amarelo, mas aqui a minha camisa canarinho faz muito sucesso. As pessoas gritam ‘Brasilien!’ e mexem na rua. Ontem um cara abriu o maior sorriso pra mim no bonde. Melhor ainda é poder barbarizar na maquiagem porque ninguém me conhece mesmo :D

Brasil vs Camarões:
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Brasil vs Chile:
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Sim, está ficando mais grave :D

7. Apesar de toda a torcida contra – porque pode ter certeza, uma hora dessas só torce pro Brasil quem já está eliminado! – ver o Brasil ganhar, sofrido, nos acréscimos, com gol feio… mas ganhar ;D Bora, Brasil!

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O caso do motorista simpático

Pra reabilitar 47 outros motoristas biltres que adoram fechar a porta devagarinho na nossa cara quando a gente está chegando esbaforido no ponto… postei no facebook mas também queria escrever aqui!

Fui no mercado comprar lindas frutas. Botei tudo na sacola. Quando estava chegando o bonde, a esperta aqui derruba a sacola e tudo se esparrama pelo chão… abaixei pra catar pela calçada meus morangos e cerejas, resignada, olhando pros morangos perdidos embaixo do bonde e pensando que ainda por cima ia ter que esperar o próximo… quando vejo o *motorista* agachado no chão comigo catando cerejas!! Ele nao só parou e atrasou o bonde, como veio catar frutas no chão comigo!! Chegando em casa, foi só lavar :D

Ah!, (de vez em quando) a Alemanha! <3

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Eintracht

Eu sempre quis ir um jogo de futebol aqui, mas nunca achei companhia. Mas como eu tenho essa boca grande e fico atazanando o zoto, quando um mocinho do trabalho viu que não ia poder ir ao jogo pro qual ele tinha comprado ingressos, veio direto pra mim perguntar se eu queria ir no lugar dele. Yey!

O estádio (Commerzbank Arena) fica aqui bem perto de casa. Fomos mais cedo pra dar tempo de comprar um Schal, que é tipo um cachecol que todo time tem um. E claro, tomar uma cerveja, né?

Achei o estádio bem pequeno. Olhei agora na internet e é estádio olímpico, mais de 50 mil lugares… mas me deu uma sensação de ser tão menor que o Mineirão! Acho que é porque a arquibancada começa logo depois do campo, em vez de ter fosso e um monte de coisa.

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Commerzbank Arena por fora

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Commerzbank Arena por dentro

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Na porta do estádio com o Schal recém-comprado

Na entrada do estádio, várias barraquinhas vendendo Schal – e todo mundo indo pro jogo com seu Schal! Muita gente sem a camisa do time, mas quase todo mundo com o cachecolzinho. Logo no começo do jogo eu entendi por que – quando toca o hino do time, todo mundo segura o Schal assim:

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Usando o Schal

Todo mundo mesmo! Dá pra ver quantas pessoas tem nessa família?

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São três!

Muita, muita criança nas arquibancadas… e algumas mães também. A maioria dos espectadores eram homens. O clima é de segurança total. Sim, eu fui num jogo de futebol com outra menina e não levei cantada, ninguém ficou me encarando, nada, nada. Dava pra ter ido sozinha, se não fosse tão chato ver jogo sozinha.

Ficamos pertinho da torcida organizada do Mainz – o que foi uma pena, porque não deu pra aprender as musiquinhas pra torcer pelo Eintracht! Mas deu pra ver de perto o espetáculo que foi a torcida do Mainz. Cantavam todo mundo junto, batiam palma junto, pulavam junto… até que eu descobri que eles tinham tipo um animador de auditório! A gente também tem isso nas torcidas brasileiras?

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Torcida organizada do Mainz 05

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Torcida organizada do Eintracht

Na torcida normal, todo mundo prestando atenção no jogo o tempo todo. Parece óbvio mas um dia eu fui num jogo de baseball e ninguém ligava pro que tava acontecendo em campo :) Na entrada dos jogadores, o moço do microfone fala só o primeiro nome, e a torcida completa com o sobrenome. Achei ótimo porque eles também mostram o nome no telão, então a gente gritou junto também :)

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Entrada dos jogadores

Eu falei que o clima é de segurança? Ah!, a organização alemã. Mas o que eu não disse ainda é a limpeza absurda do lugar. Gente, banheiro de estádio limpo. Falem essa frase: “banheiro de estádio limpo”. Acho que eu nunca tinha falado/escrito essa combinação de palavras. Mas existe!!!

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Banheiro limpo :o

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Banheiro impecável :o

Pra comprar coisas, quase zero fila. O processo é meio chato, porque tem que comprar um cartão, carregar com créditos, tem depósito pros copos de cerveja, e depois tem que trocar o cartão por dinheiro de novo. Burocrático, mas organizadíssimo.

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Comprando cerveja : )

E a emoção, é que nem no Brasil?

Né não, minha gente. A emoção também é alemã. =/

O Eintracht ganhou de 2 a zero. As duas fotos seguintes são das duas comemorações. Tá dando pra sentir a emoção? Bonus pro sujeito de casaco bege – que nos dois gols comemorou muito emocionadamente igualzinho.

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Primeiro gol…

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Segundo gol…

Mas tudo bem, que é bacana mesmo assim! E no final do jogo, o locutor todo animado dizendo Eintrach, ai a torcida grita ZWEEEEEI, Mainz, a torcida grita NUUUUUUULL… fiquei pensando se ele faz isso quando o time da casa está perdendo : )

Organização alemã parte dois: estávamos na arquibancada superior. Entre acabar o jogo e chegarmos do lado de fora do estádio, passando pelo banheiro feminino, foram SETE minutos. Sete. Eu não entendo como faz. Essa foto é da saída da arquibancada, imediatamente depois de ter terminado o jogo: tá vendo quanto espaço tem entre as pessoas? Como faz isso?

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Saída do jogo

Pena que agora a Bundesliga está no final e não vai dar pra ver nenhum time bom (Borussia Dortmund, ou Bayern de Munique) jogando. Mas quem sabe na próxima temporada posso usar de novo meu Schal do Eintracht! : )

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Vai, Eintracht!

ps: achei os ingressos carinhos, 28 euros. Cerveja no estádio 4 euros, batata frita 3 euros.

O dia em que a casa caiu

Então, não foi a casa, mas um prédio bem antigo aqui em Frankfurt.

Postaram a notícia em vários lugares e geral foi ver. Quando eu digo geral, digo geral mesmo! Eu estava (pra variar) atrasada e não sabia bem onde era o lugar; foi só acompanhar todas as pessoas que estavam levando as crianças numa mão e as câmeras na outra e sair correndo pela rua.

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Todo mundo acordou cedo pra ir ver

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E a galera? ô ô

Não tinha como chegar de tram até essa área onde dava pra ver o prédio, então foi todo mundo a pé. Tinha gente nas varandas dos prédios próximos, e até em cima de tetos.

Apesar da minha atrasadice crônica, deu pra ver a implosão inteirinha e até filmar. Estava marcado pra dez e meia da manhã, e demorou um cadinho – o prédio veio abaixo mesmo às 10:33. Enquanto isso, as crianças ansiosíssimas, fazendo contagem regressiva como se fosse reveillon. Muito bacana!

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Prédio antes

E segue meu video:

Legal como o prédio desmonta em silêncio, antes de chegar o barulho da explosão. Buuuuum!

Além de isolar uma área enorme em volta do prédio durante a implosão, também tomaram cuidados especiais com os prédios em volta e com a poeira. Durante a explosão, explodiram também 24 tanques de água, pra ajudar a baixar a poeira. Inteligente, ne?

Algumas horas depois liberaram a área e voltamos pra tirar fotos. Apesar da água, muita, muita poeira. Dá pra ver nas fotos seguintes como as árvores e as plantas ficaram.

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Prédio do lado, ‘encapado’

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Levantou poeira!

Deu um pouco de dó. Mas ao mesmo tempo, achei muito legal poder ver ‘ao vivo’ uma coisa dessas. Oportunidade única, né?

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Só sobrou isso

Encontrei também esse vídeo (em inglês) que é mais profissional que o meu:

O SUS da Alemanha (ou, como aprender alemão à força)

Desde quinta-feira que eu estava com uma febre chata. Comecei a medir na sexta, a tomar paracetamol, e nada da febre baixar. No sábado, concluí que ou meu paracetamol (trazido do Brasil mas ainda na validade) ou meu termômetro estavam errados.

Como estava me sentindo muito emocionada com minha nova turma de alemão (eu não contei aqui ainda, mas finalmente me inscrevi, e quando perguntei pra professora quando terminamos o A2, ela disse, ‘uai, mas estamos no B1’. fiquei uber-contente!) resolvi que ia comprar as coisas em alemão. Cheguei na farmácia, disse que tinha febre, que precisava de um remédio e também de um termômetro. A moça me deu ibuprofeno, me explicou como usava e eu entendi tudinho. Ainda repeti (no máximo três vezes por dia, de oito em oito horas) pra confirmar.

Saí de lá tiritando de frio, porém contente.

***

No domingo de manhã, com a mesma febre chata, conversei com umas amigas hipocondríacas que mandaram eu ir no médico djá. Liguei pro plano de saúde e discuti com a moça (em alemão!) que me disse que eu não podia ir pra emergência não, porque pra ser considerado emergência precisava de três dias de febre. Eu tinha que esperar segunda e ir na minha hausartz.

(aqui, pra qualquer doença, tem que ir primeiro numa clínica geral, a hausartzin; se ela achar necessário, aí sim te indica pro especialista. apesar que dá uma certa preguiça quando você acha que já sabe o que tem, faz total sentido, já que a gente não deveria achar que já sabe o que tem)

Fiquei contente com o alemão mas descontente com o resultado – eu ainda não sei fazer drama nem chantagem emocional. Anotado.

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Domingo de tarde, larguei mão das regras alemãs e fui no pronto-socorro e pronto. Achei que meu alemão estava bem ruim, porque depois que eu descrevi os sintomas a moça da recepção me mandou pra dermatologia (e eu achando que tinha dengue). Mas no final a moça estava certa. Eu tenho catapora.

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Comentário do médico de hoje: ‘você está meio velha pra ter catapora, hein?’. Pois é, seu dotô.
Com os médicos, não tive coragem de falar em alemão. Não ia ser bom pra saúde.
(mas ó, eu li as bulas de tudo. ou pelo menos olhei as letrinhas)

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Então, eu tenho catapora. De novo. Parece que “é raro mas acontece” – eu posso ter perdido a imunidade, ou a catapora daqui ser diferente. Depois descobri que não é tão raro assim, e que bastante gente de outros paises pega catapora de novo aqui. Melhor ter companhia do que ser especial, nesse caso!

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Ah, sobre o sistema de saúde alemão.

Eu pago o plano de saúde obrigatório e caríssimo todo mês, e nunca tinha usado.

Dessa vez, fui na emergência e no hausartz. Não paguei nada, só apresentei a carteirinha do convênio. O atendimento demorou, mas né, eu não estava sangrando nem morrendo de dor. Achei os médicos muito profissionais. Me explicaram tudo direitinho (apesar que depois eu sempre lembro de outras perguntas que eu poderia ter feito).

Na farmácia, o ibuprofeno custou 4,50; o termômetro, cinco euros. Achei barato.

O médico do domingo me receitou um remédio que é primo do aciclovir, só que mais moderno. No Brasil aciclovir é beeem caro, tanto que a gente mandava fazer na farmácia de manipulação pra melhorar um pouco. Hoje tem genérico, e mesmo assim é caro: uma caixinha com 25 comprimidos custa cem reais, e eu normalmente precisava tomar mais que isso.

Os remédios receitados por médicos aqui são subsidiados. Adivinha quanto eu paguei pelo meu remédio? Sete euros e cinquenta centavos. Sete euros e cinquenta centavos! Eu até conferi dentro do pacotinho pra ver se a farmacêutica tinha me dado o remédio certo. Conferi aqui o preço normal nos Eua: 163 dólares, a mesma caixinha. Amei você, sistema de saúde alemão.

***

Já comentei aqui que a lei trabalhista é bem severa e que não se trabalha de noite/madrugada e em final de semana. Pra farmácias, a mesma coisa – a maioria só funciona sábado de manhã. Daí que toda cidade tem pelo menos uma farmácia de plantão todo dia; na internet tem a lista.

(diz também que em toda farmácia fechada tem o endereço daquela que está de plantão no dia)

Pra quem está doente, é vagamente chato ter que descobrir qual a farmácia aberta mais próxima e ir até lá (aqui em Ffm eram cinco, ontem; nenhuma no meu bairro). Mas pensem em quantas pessoas estão em casa numa hora dessas, sem ter que trabalhar só porque alguém achou imprescindível ter duas Araújo 24h em cada bairro da zona sul.

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Na porta da farmácia em serviço de emergência (Notdienst)

Blue monday

Dizem por aí que dia 6 de janeiro é o dia mais depressivo do ano e pode mesmo ser – foi duro voltar pro escritório hoje. Eu já tinha trabalhado 5a e 6a mas só hoje o ritmo voltou ao normal (o ritmo, não eu). Nhé.

O que me deixou chateada é que hoje eu fui na quarta escola de alemão pra ver como é a aula. Eu tinha altas expectativas, porque pelo site ela parece bem legal… mas foi mais ou menos a mesma coisa de sempre: total falta de método. Gente, alguém inventa um Brasas pra aprender alemão!

Sendo realista, foi a melhor aula que eu fui – falamos do começo ao fim (apesar da falta de método) e não fizemos exercícios escritos dentro de sala. A professora é boa e não se falou outra língua que não alemão, porque os alunos também são bons. Ou são muquiranas e não querem desperdiçar a aula, já que esse curso é mais que o dobro do preço do mais barato (mas não chega aos pés do Berlitz, claro).

Fazendo a comparação…

– a Zentrum é a mais barata, 70 euros por mês, mas fica do outro lado da cidade. A turma é enorme, achei a escola desorganizada, e a aula me assustou – o professor ficou bulying a galera, meio que obrigando as pessoas a falar. Curti nao.

– a A-viva pareceu superlegal pelo site, mas é a que tem menos método. A aula fica totalmente a cargo do professor (e eles dizem isso como se fosse grande vantagem!). Nao e’ barata (120 por mês) e não dá pra dizer que fica perto.

– a InLingua é a mais cara (150 por mes, sem contar o material), a que eu mais gostei, e a que fica mais perto.

– o Goethe e o Berlitz, eu nem fiz aula experimental. O Berlitz cobra a fortuna de quase 250 por mes… e o Goethe ganhou o titulo de o curso mais sem nocao do universo, cobrando OITOCENTOS EUROS por dois meses de curso. Sem acomodacao, gente. Eles devem pegar na mao da gente e escrever junto :o

A duvida fica sendo – sera’ que eu procuro mais escolas, pra achar A ESCOLA PERFEITA, ou o importante ‘e parar de enrolar e comecar logo, em algum lugar, desde que eu faca as aulas?… Aceito pitacos!

Sobre o tempo

Encontrei um site que fala sobre as medias do tempo em vários lugares e estou confirmando o que eu tinha sentido: que Salvador tem o melhor clima da face da terra (na minha opinião, logico); que BH tem o melhor clima pras pessoas normais, e que Frankfurt tem um clima horrível pra todo mundo. Senao, vejamos:

Quesito 1: tempo médio morrendo de frio

Esses graficos mostram o tempo medio em varias faixas de temperature: frigid (menos de -9°C), freezing (de -9°C a  0°C), cold (0°C a 10°C), cool (10°C a 18°C), comfortable (18°C a 24°C), warm (24°C a 29°C), hot (29°C a 38°C) and sweltering (mais de 38°C).

Em Frankfurt, pobre Isil passa frio ate’ no verao:

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Em BH, a maioria das pessoas fica feliz porque a temperatura fica entre 13°C e 29°C e raramente fica abaixo de 10°C ou acima de 32°C.

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Já em Salvador, Isil fica feliz da vida e pode entrar no mar ate no inverno e a temperatura raramente fica abaixo dos 20. Um beijo, Salvador!

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  Quesito 2: deixa eu ver o céu, faz favor.

Em Frankfurt, como eu canso de falar, o problema não e’ o frio: ‘e a falta de sol. Gente, quando está bombando de não ter nuvem, tem OITENTA POR CENTO de tempo nublado! Faça-me o favor!

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BH ‘e vagamente melhor nesse quesito; pelo menos no inverno a gente pode ter um solzinho.

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Agora comparemos com o paraiso na terra, também chamado Salvador da Bahia.  Olha o tamanho da diferença:

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O tanto que chove não altera muito a minha felicidade então não ‘e um quesito – mas olha como ‘e bacana como BH tem muito mais temporal do que Salvador. Em BH 54% de toda a precipitação e’ temporal; em Salvador, so 4%.

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De qualquer maneira cabe dizer que aqui ainda não esta’ nevando e que eu tou muito contente com isso : ) Se quiser continuar assim, sem problemas, que eu nem preciso comprar novas botas! Sera’ que se passar de janeiro, nao neva mais?

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So much trouble in the world

Essa eu preciso compartilhar.

Meu chefe quer que eu aprenda com Tony Stark, daí me põe pra fazer coisas com ele. Tínhamos um call (nome que a gente usa pra conferência por telefone, porque todo mundo fica separado geograficamente) com um pessoal e, quando deu a hora, Tony não entrou na ligação. Olhei por cima do ombro e ele estava em outro call; perguntei pro pessoal que tinha marcado a reunião se ele tinha dito que ia, e disseram que não tinha respondido. Como Toninho é o expert no assunto e com certeza eu não saberia responder as perguntas da moçada, sugeri que a gente passasse a reunião pra dali a meia hora, quando ele estaria livre.

Em quinze minutos, chega email do Tony perguntando por que a reunião foi mudada de horário. Estranho. Vou na mesa do sujeito e Toninho me diz: ‘eu pareço menos ocupado agora? Por que você adiou a reunião?’ Eu expliquei que ele não confirmou presença, não apareceu no horário combinado e eu vi que ele estava ocupado. E aí levei sabão que isso não se faz, que eu não posso alterar os horários de reunião, que ele ia sim comparecer sim, mais tarde. Só me restou perguntar se ele então ia poder aparecer na reunião remarcada, ao que ele respondeu ‘vou, sim. Pra te ajudar.’

Tudo bem, que estou juntando pontos pra ir pro céu sem escala.

O caso do corte de cabelo

Eu falei que ia postar a respeito, né? Fiquei enrolando porque estava esperando uma foto boa do ‘depois’, acabei não tirando, esquecendo, e aí hoje resolvi parar de enrolar.

Faz uns anos que parei de cortar o cabelo em ‘cabeleleuros’. Na verdade eu mal comecei, porque antes desse período quem cortava meu cabelo era mamã. Um dia eu li um livro que mudou minha vida e chama Curly Girl.

Ok, nem mudou minha vida, mas fiquei surpresa de saber que existem sim mais pessoas como eu! (isso foi antes do BuzzFeed; amo essa compilação) E fiquei mais surpresa ainda por ler que basicamente os produtos que existem no mercado são pra cabelo liso, e fazem mal pra cabelo cacheado. Como assim?

É que o cabelo liso é liso porque o fio é todo lisinho; o sebo da cabeça escorre pelos fios e deixa o cabelo todo hidratado. Às vezes hidratado até demais. Mas o fio do cabelo cacheado/ondulado/crespo não é lisinho, então o sebo não chega nas pontas. Por isso o cabelo não-liso tende a ser mais seco nas pontas (e não é por falta de oleosidade em cima!).

Segundo o livro, o sebo do cabelo é estéril e limpo; o que deixa ele sujo são as coisas que vão grudando nele. A teoria é que, em vez de usar o maravilhoso sebo natural que temos, a gente arranca o sebo com xampu (que tem os mesmos componentes químicos de detergente de pia – pode olhar, eu conferi) e depois tenta compensar com hidratantes que não são tão bons quanto o nosso próprio sebo – e que ainda têm ingredientes gordurosos que são eliminados só com mais detergente. Pra cabelo liso, isso até funciona, mas pra cabelo cacheado, não. E qual a solução, então?

Bom, a idéia é parar de lavar o cabelo – com xampu! Lavar com água, friccionando bem, tira a sujeira. Depois de lavar o cabelo só com água, não vale encher ele de produtos com silicone, que não saem com água. Tem que eliminar as duas coisas: os xampus com sulfatos e os hidratantes/leave-ins/geis/afins com silicone. O difícil é esse segundo aí.

Eu segui essa ‘dieta’ capilar por uns tempos, uns anos atrás, e adorei. O cabelo demora um tempo pra se acostumar (mesmo porque primeiro voce tem que lavar pra tirar toda a gordura e sujeira e silicone acumulados, e deixar ele se recuperar), mas fica muito lindo. Eu tinha cachos desde a raiz, lindos e com muito mas volume, mas sem frizz! Maravilha das maravilhas.

Acabei parando porque acaba que não pode usar nada no cabelo. Hidraloe, de jeito nenhum! Qualquer banho de creme tem que ser escrutinado à procura de ‘cones’. E eu tenho que dizer que eu adoro um creme de cabelo novo, um hidratante, um creme especial. Tem que cuidar da minha única beleza, né! : ) Pensando bem, agora, eu devia aproveitar que estou aqui na Alemanha e voltar pra esse método. E também parar de juntar tralha e gastar dinheiro em produtos de cabelo que às vezes eu uso uma vez, odeio, e ficam ali pegando poeira. Minimalismo capilar djá!

(antes eu tenho que terminar o estoque de hidraloe que eu andei fazendo pra me garantir no caso de um apocalipse zumbi)

Bom, mas e o corte? Bom, de acordo com o livro, esse negócio de molhar o cabelo, pentear todo e zás, passar a tesoura, também só funciona pra cabelo liso. Os cachos são todos diferentes, cada um tem sua constante de elasticidade, não dá pra esticar tudo, cortar e esperar que, quando secar, tudo fique do mesmo tamanho, né? E outra – cacho tem lugar certo pra cortar. O cacho faz um S – na verdade vários Ss, maiores se o cabelo for ondulado, menores se o cabelo for cacheado mesmo. O truque é cortar exatamente no meio do S, na perpendicular, formando dois Cs. Aí o cacho fica redondinho e não espeta. E como faz isso? Cortando o cabelo a seco, cacho por cacho.

Quando eu morava em casa, a Dani é que fazia esse processo. Da última vez que eu fui ao Brasil, ela fez também! Mas com meu cabelo gigante e muito longe de ir pra casa, resolvi cortar eu mesma. A dificuldade era saber o que eu cortei e o que não. Daí tive a brilhante idéia de encher o cabelo de gel pros cachinhos ficarem quietos, depois pintar todas as pontas com guache, e depois sair cortando até não ter mais nenhum cabelo colorido. Yey!

(esse é meu cabelo antes do corte – acima do ‘comprimento Alanis’ não pode)

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Antes

Pena que essa idéia do guache não deu certo. Eu ia gastar o dobro do tempo só pra pintar todos os cachos de colorido antes de cortar! Dai resolvi fazer que nem gente e prendi um tantao no alto da cabeça e ia soltando e cortando. Durou mais de duas horas o procedimento de corte; eu não garanto que cortei todos os cachos, ou que não cortei nenhum duas vezes. As pontas estavam bem estragadas, então estava fácil de ver o que precisava cortar mais…

A parte boa foi fazer isso papeando no skype :D

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Durante…

Uma coisa legal de eu mesma cortar é que deu pra juntar todo o cabelo cortado num cantinho só, e nem fez muita sujeira. No começo eu ainda ficava analisando o cacho, vendo se tinha mais de um junto, calculando qual era a perpendicular correta da tesoura… quando percebi que tinha ainda uns trezentos cachos pra cortar, perdi um pouco o preciosismo. Eu devia ter contado – foram muitos e muitos.

E no final das contas, pra mim deu uma diferença enorme! Percebam que na primeira foto o cabelo vai até o ‘and’ da camiseta. Nessa foto aí embaixo, mal chega no ‘calm’! E na foto de lado, dá pra ver uns cachinhos soltos.

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Depois!

Liçóes aprendidas? Demora! Precisa ter a tarde toda livre. É bom ter companhia no skype. Da próxima vez, vou passar mais creme e menos gel, na esperança de ficar com uns cachos mais grossos e não ter tanto trabalho. Ainda quero pensar num jeito do guache funcionar…

Acabou que não achei nem uma foto que mostra como ficou o corte; só essa aí, com uma cara de mais-ou-menos no Louvre. Na verdade, na verdade, não ficou fenomenal não, mas só de não ter ficado horrível eu já achei grandes lucros! E terei muitas oportunidades de aperfeiçoar o método :)

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Depois, de novo