Caminho das Índias, parte I

Então!, fui na Índia e voltei e estamos aí pra contar a história – em várias partes, é claro. Aperta o play e vambora!

Eu sempre quis ir à Índia, mas fiquei mesmo apaixonada pelo país quando dividi a casa com a Lakki, nos EUA. Mais que aprender sobre os EUA, eu aprendi sobre a Índia, porque a Lakki é a mais prestativa e paciente quando a gente tem um milhão de perguntas, e ela e a Divya me adotaram e me levavam pra cima e pra baixo. Fiquei devendo uma visita, e quando as constelações entraram em acordo, fui.

Antes disso, perguntei pros meus amigos não-indianos que já tinham ido à India o que eles tinham achado. E fiquei até desanimada de ir. Sem exceção, eles falaram da pobreza, sujeira, barulho, bagunça, pedintes, feiúra… eu quase não quis ir mais! Mas criei coragem, comprei uns antissépticos porretas, e fui-me embora.

Minha conclusão final eu vou repetir no final, mas o resumo é o seguinte: a Índia não é pra corações fracos. Tem sim muita feiúra. Mas pra quem conhece o Brasil, não é grande surpresa não. As vilas e subúrbios não são mais pobres do que vilarejo no norte de Minas. As estradas não são piores do que sul de Minas. O trânsito, esse sim, é especial: é tipo 14 vezes mais sem noção do que o de Salvador. Gente pedindo esmola tem em qualquer cidade grande brasileira. E as coisas bonitas… são de ficar besta. Vamos ver se vocês vão concordar :)

Cheguei em Mumbai (antiga Bombaim) e a Lakki me buscou no aeroporto. Primeira surpresa: as pessoas em geral não podem entrar no aeroporto. Só entra quem tem passagem impressa (dica: imprima os comprovantes de todas as suas passagens, senão é um parto entrar nos aeroportos pros vôos locais e de volta). Quem não é viajante tem que pagar uma taxa e tem um processo. Então, mais provável que quem estiver te esperando esteja fora do aeroporto (e o aeroporto, absolutamente vazio).

A Lakki alugou um carro com motorista pra parte da viagem na qual ela me acompanhou. Tentei extrair dela o preço, mas tudo o que ela disse foi que na Índia dá pra fazer isso (alugar uma PESSOA por quatro dias), ao contrário dos EUA. Andamos pra cima e pra baixo com o motorista, com ar-condicionado : )

Logo no primeiro dia, ela já me levou pra tomar um café da manhã típico num fast food. Gente, é preciso muita coragem. Pois senão, vejamos:

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Esse ‘fast food’ (não chamarei de espelunca) serve comida desde café da manhã até almoço e jantar. Não lembro o nome dos ‘pãezinhos’ (o branco acho que é idli); o molho vermelho é sambhar (gente, tem um bar em BH com esse nome?!) e o branco é chutney de coco. É comum servir o sambhar (que é muito apimentado, e literalmente quente) com um chutney de coco ou manga ou alguma outra fruta, pra ‘quebrar’ um pouco. É de comer com a mão, mas a Lakki é uma fofa e pediu talheres pra mim.

Particularmente eu não gosto de coisas ensopadas (por isso eu não sou muito fã de comida mineira), então não amei esse café da manhã não. Mas outros melhores virão e eu fiquei emocionada de sobreviver à experiência!

Passeamos por Mumbai por um dia e meio; não achei as atrações fenomenais não. O Portão da Índia, o Marine Drive, a praia… fenomenal foi passear pela cidade e ir me acostumando aos poucos com a quantidade de coisas tão diferentes que têm por lá. Mas pra não falar que não falei, seguem uns pontos turísticos.

O Gateway of India é um monumento que foi construído pra ser a primeira coisa a ser avistada ao se chegar na Índia, e foi criado pra comemorar a chegada de uns reis da Inglaterra em 1911. O que é legal é que as últimas tropas britânicas que saíram do país, quando da independência em 1948, também saíram por lá : )

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Do lado, fica o hotel Taj. Pausa pra falar do Seu Tatá.

Seu Tatá foi um moço que criou o Grupo Tata. Hoje esse grupo é uma multinacional gigantesca que tem empresas nas áreas de tecnologia, engenharia, materiais, serviços, energia, produtos e químicos. Ou seja, tudo. São 114 empresas e você vê de TUDO Tata – de carro a consultoria a hotel a farinha a software a aço. É tipo assustador. TUDO tem ‘a Tata product’ escrito. A empresa é muito querida dos indianos, porque ‘diz que’ eles tratam muito bem os empregados e são super éticos. E o comando da empresa passa de geração em geração.

O hotel foi aberto em 1903. Conta a lenda que, antes disso, o seu Tatá foi impedido de entrar no hotel mais chique da cidade, por não ser branco. Aí ele disse, ah, é? E construiu o Taj Hotel (que depois virou a rede de hotéis mais luxuosa da Índia). Bobões!

O hotel é realmente lindo. Quando chegar na foto da recepção, favor lembrar que lá fora está um calor de literais 40 graus. É beleza infinita um hotel com ar condicionado no talo e uma cachoeira escorrendo pelo vidro. :) Já ficou nesse hotel uma galera famosa, dos Bitous ao Obama. Fomos no restaurante fino e tomamos um suco milionário pra brincar de ser chique ;D Ah!, e do restaurante dá pra ver o Gateway of India!

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** voltamos em breve com mais Mumbai! **

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5 thoughts on “Caminho das Índias, parte I

  1. Que delícia! Eu, que nunca mais tinha comentado post nenhum, me senti na obrigação de vir aqui dizer que aguardo ansiosamente o resto da série “Mumbai”.
    Beeijos

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