Feliz demais : )

(volto a postar só ano que vem, então feliz 2014!)

Cookie time!

(favor colocar a Ella pra cantar antes de começar a ler o post)

Então, Natal chegando e fazer cookies é praticamente uma obrigação. Ano passado eu acabei não fazendo porque não tinha forno em casa – mas esse ano não tinha desculpa, então mãos à obra.

Primeira fase: comprar os ingredientes.

Olhei os ingredientes que eu não sabia o nome no tradutor, anotei tudo numa listinha, e fui-me pro mercado. Pra quem estiver interessado: fermento é Hefe, e bicarbonato é Backpulver, literalmente pó de assar. Farinha de trigo é Weizenmehl, e de aveia é Hafermehl. Ah!, farinha de aveia em flocos é Haferflocken. Será que o nome da cerveja Hefeweisen vem daí?

Chegando no mercado, mil tipos de farinha, e nada da farinha de aveia. Já me assustei e mandei mensagem pra três pessoas que podiam me ajudar; duas brasileiras e uma alemã que falam as duas línguas. Não me espantei da alemã ser a primeira a responder – é impressionante o vocabulário que ela tem :o ela confirmou que o nome era esse mesmo, Feine Haferflocken. Tive que recorrer à ajudante de papai noel (juro, tinha um papai noel no mercado) e daí ela me mostrou que tinha sim, mas não perto das farinhas. Aveia fica perto de cereal matinal e coisas saudáveis tipo musli e granola. Flocos finos não tinha, já era querer demais, né?

Pra compensar os ingredientes meio capengas, caprichei no chocolate. Em vez de Garoto, esse ano os cookies saem com chocolate Milka :)

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Zuzaten

Segunda fase: fazer a massa.

Não quero dar detalhes porque a receita é secreta, mas ela envolve cortar muito chocolate em pedacinhos bem pequenos, e também misturar um montão de ingredientes na mão caso a gente não tenha batedeira. É bem mais divertido fazer com companhia; se não tem companhia, a gente faz por skype :)

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Em trës etapas

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Maos na massa

Eu tenho a impressão de que alguma coisa vai sair errada, porque eu não lembro da massa ter ficado tão consistente e pesada das últimas vezes! E quando eu digo pesada, eu digo PESADA: tive que juntar mais manteiga pra ela conseguir absorver todo o chocolate. Hmmmm, será que é porque eu coloquei 20% mais chocolate do que devia, porque alguém disse que ‘chocolate demais’ não existe?

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Massa levinha

(se já acabou a Ella, agora temos Eartha Kitt)

Fase três: deixar a massa na geladeira por 24h.

Fase quatro: acordar no domingo doida pra assar cookies!

A parte mais difícil dessa fase é parar de comer a massa crua (que é deliciosa) e enrolar pra assar. A massa ficou tão consistente que dessa vez nem precisou de manteiga! Na verdade nem enrolar precisou; eu mais ou menos cortei a massa no tamanho certo, arredondei os cantos e foi isso.

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Massa levinha, parte II

(eu lembrei de deixar um pedaço quadrado pra ver se o meu esforço em deixar as bolinhas arredondadas estava servindo pra alguma coisa. Mas me esqueci de lembrar em qual fornada ele estava, e agora todos os cookies assados estão iguais, então acho que na próxima vez não vou gastar tempo arredondando não)

A fase de assamento de cookies é a mais sensível; tem que ficar de olho porque assa muito rápido e sempre corre o risco de queimar. Ah!, as formas de assar cookie (juro – são formas específicas de assar cookie) que eu comprei valeram a pena. Não precisei untar e os cookies soltaram da forma super fácil. Não sei se dá pra ver na foto, mas ela é uma placa sem beiradas, fora uma na frente pra segurar. Ou seja, não dá pra assar bolo, só coisas que não escorrem.

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Assando

O forno aqui de casa é um mistério – nada assa como devia. Acabei diminuindo (bastante) a temperatura e colocando no modo que tem ar quente; também deixei um pouco mais tempo, já que a temperatura estava menor. Resultado: não queimei nenhuma fornada!

Cookies prontos e achei que ficaram suficientemente parecidos com os originais, apesar de não terem crescido muito. Ficaram mais doces do que deviam, também (aposto que usei manteiga sem sal =/). Vamos ver o que o pessoal do escritório vai achar :)

(o pote grande é pro escritório; o pequeno é presente ;)

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Fertig!

Amigos de uma vez

Amizade é uma coisa complicada. É um relacionamento que fica totalmente subentendido, porque quase ninguém tem DR com amigos. Com namorades (e às vezes com melhores amigues!) a gente discute o que espera do relacionamento, o que está faltando, por que ficou triste e o que está dando errado.

Dos amigos, a gente só pode esperar que eles tenham mais ou menos a mesma definição de amizade que a gente. Se não tiverem, a gente tem que entender onde as visões divergem, e decidir se vale a pena continuar a amizade, dependendo da divergência.

Um exemplo bobo é que eu adoro aniversário. Todos os meus amigos sabem que eu adoro aniversário, e todos eles são lembrados repetidamente e com meses de antecedência que a data está chegando. Esquecer meu aniversário é compreensível; ser convidado (mais de uma vez, por mais de um meio) pras comemorações e não ir sem pelo menos dar uma desculpa é pura biltrice.

Eu me chateava bastante com amigos que ignoram meu aniversário, até que entendi que pra outras pessoas é uma data irrelevante e que elas preferem esquecer. Pra alguns eu avisei que meu aniversário é importante pra mim e que eles precisavam comparecer; outros, parei de convidar pras festinhas. Segue a vida.

Um exemplo mais sério é lealdade. Eu sou extremamente leal aos meus amigos. Se você quiser falar mal deles, pode ter certeza que vai puxar treta comigo. Houve um projeto no qual eu deixei de ir nas festinhas semanais, onde se falava mal de todos os ausentes – prefiro que falem mal de mim também a ter que ouvir falarem mal dos outros. E nesse caso, não tem muita negociação: espero a mesma conduta exemplar dos meus amigos.

***

Eu tenho um certo grupo de amigos, ou tinha. Esse grupo era mais ou menos coeso. Daí uns amigos de um desses amigos foram chegando no grupo e acabaram fazendo amizade com quase todo mundo – menos comigo. Só depois de muitos anos eu fui descobrindo por que alguns deles não gostavam de mim – e admito que eu fui escrota em pelo menos uma circunstância. Mas não sei se é o caso de passar anos de mimimi.

(Um dos caras veio de uma faculdade particular e um dia estava reclamando de uma matéria; eu rebati que era pra ele voltar pra faculdade de origem. Escrota? Com certeza. Faz sentido o cara lembrar disso seis anos depois? Não tenho tanta certeza.

Outro cara não gosta de mim porque eu não o convidei a passar o carnaval na minha casa, quando eu morava em Salvador. Na verdade mandei um email chamando todo mundo, mas quando ele respondeu outras pessoas já tinham tomado os lugares e não deu pra ele ficar em casa.)

Esses caras têm os motivos deles pra não gostar de mim. Ninguém é obrigado a gostar de mim, mesmo quando eu gosto da pessoa. E quando eu também não gosto, fica até justo. O que eu não acho justificado é que os meus amigos desse grupo ouçam esses caras falando mal de mim rotineiramente e continuem amigos deles. E não façam um pacto de ok, quero ser amigo de vocês dois, então vamos combinar que ninguém fala mal de ninguém?

Os meus amigos são pessoas legais e bacanas a maior parte do tempo. Eu não posso ter uma DR com eles pra dizer, amigo, eu preciso que você seja ético e não aceite ser meu amigo e ouvir barbaridades a meu respeito ao mesmo tempo. Largar pra lá esses amigos me parece uma solução meio drástica e com a qual eu não ganho nada; só perco. Ao mesmo tempo, às vezes eu me pego pensando se são mesmo esses os amigos que eu quero ter.

***

Todo esse mimimi só se justifica porque, estando longe, eu tenho como minha a responsabilidade de manter contato. Mandar email, acompanhar no facebook, procurar no chat, chamar pra sair quando dá. Quem decidiu ir pra longe fui eu, não eles; nada mais justo que o trabalho de tentar manter a amizade fique do meu lado. Não que eu faça sempre tudo isso, mas pelo menos eu tento :). Só que dá sim trabalho, e eu quero ter esse trabalho com quem merece. Como faz?

Papai noel

Vi esse comentário no Facebook:

“como eu vou explicar casais gays pros meus filhos?”

se você pode explicar pros seus filhos que um homem imortal em uma roupa vermelha que mora no pólo norte viaja o mundo inteiro em uma noite todo ano em um trenó puxado por renas mágicas voadoras acho que vai ser fácil o suficiente explicar que duas pessoas estão apaixonadas.

e me lembrei de uma época em que as pessoas mandavam textos engraçados por um negócio que se chamava e-mail e que a gente olhava só duas vezes por dia pra não gastar impulso, que era caro. Desencavei da internet mesmo; os dados são bem antigos.

Papai Noel Existe?

1. Existem aproximadamente dois bilhões de crianças (pessoas com menos de 18 anos) no mundo. Porém, como Papai Noel não visita criança das religiões Muçulmana, Hindu, Judaica e Budista, isso reduz o trabalho na noite de Natal para 15 % do total, ou 378 milhões de pessoas (de acordo com o Bureau de Referência de população). A uma taxa média (censo) de 3,5 crianças por lar, tem-se um total de 108 milhões de lares, considerando que haja pelo menos uma criança boazinha em cada lar. 2. Papai Noel tem cerca de 31 horas de Natal para trabalhar, graças à diferença de fuso-horário e à rotação da Terra, considerando que ele viaje de leste para oeste (o que parece lógico). Isso resultaria em 967,7 visitas por segundo, e significa que, para cada casa cristã com uma criança boazinha, Papai Noel tem cerca de 1/1000 segundo para estacionar o trenó, saltar, pular na chaminé, encher as meias, distribuir os presentes restantes sob a árvore, comer algum lanche que tenha sido deixado para ele, subir de volta pela chaminé, entrar no trenó e ir até a próxima casa.

2. Considerando que cada uma das 108 milhões de paradas esteja distribuída uniformemente pelo mundo (o que, naturalmente, sabemos ser falso, mas será aceito para fins de cálculo), estamos falando agora de aproximadamente 1,25 km por casa – uma viagem total de 121,5 milhões de km, sem contar idas ao banheiro e descansos. Isso significa que o trenó do Papai Noel move-se a uma velocidade de 1.046 km/s – 3.000 vezes a velocidade do som. Para fins de comparação, o veículo mais veloz já construído pelo homem, a sonda espacial Ulisses, move-se a acanhados 44,1 km/s, e uma rena normal pode correr a 24 km/h (no máximo).

3. A carga útil do trenó representa um outro elemento interessante. Considerando que cada criança não receba nada mais que um Lego médio (907g), o trenó levaria mais de 500 mil toneladas, sem contar o peso do “bom velhinho”. Em terra, uma rena normal não puxa mais que 136 kg. Mesmo admitindo que renas “voadoras” pudessem puxar dez vezes o normal, o serviço não poderia ser feito com oito ou nove delas – Papai Noel precisaria de 360.000 renas. Isso aumentaria a carga, sem contar o peso do trenó, mais 54 mil toneladas, ou aproximadamente sete vezes o peso do Queen Elizabeth (o navio, não a monarca).

4. Cinqüenta mil toneladas viajando a 1.046km/s cria uma enorme resistência do ar; isso aqueceria as renas da mesma maneira que uma nave espacial ao reentrar na atmosfera da Terra. O primeiro par de renas absorveria 14,3×10 elevado a 19 joules de energia por segundo. Em resumo, elas explodiriam em chamas quase que instantaneamente, explodindo as renas atrás delas e criando estrondos sônicos ensurdecedores em seu rastro. Todo o conjunto de renas seria vaporizado em 4,26 milésimos de segundo, ou quase quando Papai Noel atingisse a quinta casa em sua viagem. Porém, nada disso importa, pois o Papai Noel, com a aceleração resultante de uma parada brusca a partir de 1.046 km/s em 0,001 segundo, estaria sujeito a uma força de 17.000 G’s. Um Papai Noel de 113 kg (que parece ridiculamente magro) seria imobilizado no fundo do trenó por 1.957.258 kgf o que esmagaria instantaneamente os seus ossos e órgãos, reduzindo-o a uma bolha trêmula de meleca pegajosa cor-de-rosa.

5. Conclusão: Se Papai Noel existiu, ele já está morto.

Fora isso… feliz dezembro! : )