Grecia, parte IV

Santorini!

Santorini é um lugar lindo e fascinante. As ilhas foram formadas por varias erupcoes de um vulcao que continua ativo. Quando as pessoas pensam em Grecia, normalmente pensam em casinhas brancas no morro, com telhadinhos azuis e coisa e tal. É Santorini que voces estao pensando :D

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Santorini, sua linda

Como ficamos mais tempo, pudemos alugar um quadriciclo. O moco do hostel em Mykonos tinha recomendado a gente nao alugar, porque é cansativo, as estradas nao sao muito sinalizadas, e sao beeeem ruinzinhas, e um monte de outras coisas. Entao, em Santorini, nem perguntamos o que o moco achava, so’ perguntamos onde alugava. E foi um dinheiro fantasticamente bem gasto. Sim, é cansativo (acelerar no dedao é muito chato), as estradas sao bem pouco sinalizadas, e eu nao pude beber durante o dia, mas quem tem co-pilota com senso de direcao nao tem medo e fomos embora. De quebra, usamos esses capacetes super mudernos ai.

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Eeehehehheheheheeeee

As praias de Santorini sao todas lindas e eu recomendo explorar todas, mas se voce tiver pouco tempo, uma de cada cor basta. É que sao várias as praias de areia preta (lindas mas parecidas), uma de areia vermelha (maravilhosa) e uma de areia branca, que nao deu tempo de ir. Outra coisa que fizemos foi levar sempre agua, chá e suco, e uns biscoitos, pra nao ter perigo de passar fome ou sede na estrada. Tem muitos trechos onde nao tem nada por perto, só mar de um lado e morro de outro (e que mar lindo).

A maioria das fotos de praia preta é de Perissa. Chegamos cedinho porque queriamos aproveitar o dia e voltar antes do por do sol, entao pegamos a praia razoavelmente vazia e foi otimo. Depois comecou a encher.

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Praia preta

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Praia preta

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Praia preta

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Praia preta

Passamos por outras praias pretas, igualmente lindas, e muito tranquilas. Em muitas praias vimos familias com criancas – o mar é bem tranquilo e dá pra levar a molecada. Fiquei com vontade de voltar com sobrinhos :D

A ultima praia que fomos (e ai ficamos tristes de ter deixado por ultimo, porque ela é maravilhosa) é a praia vermelha, Red Beach. Pra chegar tem que dar uma senhora volta com o quadriciclo, deixa-lo no estacionamento e continuar a pé, descendo uma trilha. Dá pra ver as pessoinhas lá embaixo? Dá pra ver a cor da água lá embaixo? Dá pra ver a cara de felicidade ‘não acredito que estamos nessa praia’?…

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Praia vermelha

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Praia vermelha

Tem um monte de pedras que dá pra chegar nadando e subir em cima, pra tomar um sol. Vimos um monte de gente (talvez locais?) numas pedras que nao sei como chegaram, e com livros de papel! Lugar muito lindo, muito tranquilo. Ah!, nao tem comida na praia mesmo, só onde os carros estacionam. A gente é esperto e tinha Ruffles ;D

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Praia vermelha

Voltamos pro hotel a ponto de pegar o por do sol. A lenda é que toooodos os turistas vao ver o por do sol de Santorini (conhecido como um dos mais bonitos do mundo) de Oia, uma vila fofa (a da primeira foto, chegaremos lá ainda). Mas tambem diz a lenda que a vila fica insuportavelmente apinhada de turistas. Dai a Deborah teve a brilhante ideia de achar um hotel que tivesse vista pro tal por do sol. E achou o Keti.

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Hotel Keti

Pelas fotos do hotel eu achei que ia ser lindo, mas chegando lá o hotel superou minhas expectativas. Os quartos sao cavados na rocha (logo, nao tem janelas – mas quem precisa de janelas?) e sao bem simples, mas a localizacao é espetacular. Os quartos sao em varios niveis e dao pra umas varandas com mesinhas, com vista pro mar. Quem precisa de janela, mesmo?

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Vista do hotel

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Vista do hotel

E pra ficar tudo ainda mais bacana, o hotel ainda tem uma jacuzzi com vista pro vulcao e pro por do sol. Vida ruim, né?

(cabe aqui a nossa unica decepcao – a gente queria que fosse uma jacuzzi aquecida, mesmo com 35 graus lá fora! mas depois de mexer em todos os botoes e ir na recepcao perguntar, nao, nao era, nhé) Dai eu providenciei umas margaritas no copo lagoinha, mendigo style, a partir da tequila que estava na mala desde a yacht week (como durou essa tequila, ou, como eu sou fraca pra beber tequila! :/) e fomos ver o por do sol na jacuzzi, tomando uns bons drink.

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Jacuzzi :D

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E teve boatos que eu estava na pior

Eu nem sou super fa de por do sol, mas tenho que dizer que depois dessa viagem comecei a gostar mais. Tambem, quanto por do sol lindo a gente pegou! Esse de Santorini foi sem explicacao de bonito.

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Por do sol

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Por do sol

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Por do sol

Pra terminar o dia, fomos jantar no restaurante recomendado pelo guia. Depois da recomendacao fenomenal em Atenas, eu queria ir em todos os restaurantes com estrelinha! E o Koukoumavlos nao decepcionou. O que foi esse bife, minha gente? Pode ser porque eu nao como bife bom faz tempo, mas tambem pode ser o melhor bife que eu já comi na vida.

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Melhor bife do mundo

O restaurante é beeeem fino e um tanto caro; nao é dos restaurantes que eu me sinto confortável nao. Mas olha, por esse bife, vale a pena sentar direitinha sem tirar os sapatos e nao beliscar o prato dos outros (okeeey, eu belisquei, mas só uma vez :D).

Outro dia meus pais reclamaram (e nem foi diretamente comigo!) que eu nao atualizo o blogue, e o Leo e a Lud atualizam. Isso deve ser porque eu trabalho, hein? :D

Assim que der volto com os posts da Grecia, que tao me dando uma saudade gigante do verao. Aqui em Frankfurt, a temperatura ja’ voltou a ficar regularmente abaixo dos 10 graus, ja’ estou dormindo com pijaminha de flanela e meinha, às vezes dá preguica de sair de casa até pra tomar cerveja. É serio isso :O

A parte boa (pensemos nas partes boas) é que sempre dá pra trocar a cerveja por um irish coffee (café com uisque, ou com licor de uisque). E eu achei um lugar tem que um apfelstrudel fantastico!!!

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(sim, custei um ano aqui em Ffm pra achar um apfelstrudel bom. Engracado como wurst tem em todo lugar, apfelstrudel nao :( Mas pode ser só impressao, vou continuar procurando!)

Grecia, parte III

Depois de Atenas, bora de volta pra praia!

Pegamos um voo no final da tarde e fomos pra Mykonos. Gente, o que é o aeroporto de Mykonos? Chamar de rodoviaria seria elogio. Ficamos um tempao esperando as malas, e depois um tempao esperando taxi, e perdemos o por-do-sol lindo que estava rolando. Essa foto é da fila do taxi, e a Dedeh tá com uma cara triste; pela cor dela e do predio atrás dá pra imaginar a cor do por-do-sol que nao vimos.

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Mykonos é lindo! Na verdade eu tou muito triste de nao ter tirado fotos do centrinho. É que a gente saiu pra balada e nao levou camera. O centrinho tem um monte de ruas-labirinto, e um monte de lojinhas, e de restaurantes, e de barzinhos, e de baladas… muito fofo mesmo! As pessoas andam super arrumadas e é tudo carissimo, um monte de loja-butique (é assim que fala?). Eu amei (mesmo me sentindo mendiga), a Dedeh nao curtiu tanto porque nao gosta de lugar assim badaladinho.

Mykonos é um paraiso gay e eu nunca vi tanto homem gato junto. Gays desse mundo, uni-vos e visitai Mykonos! Até um montao de lésbicas tinha – lésbica, esse bicho arisco que nao vai em balada. Mas na verdade lá tem tanta balada que tem lugar pra todo mundo. Vimos muuuitos grupos de adolescentes e jovens – uma das baladas tinha fila na porta de tanto que estava bombando. E tambem muitos senhores e senhoras – até velhinhos tinha. Todo mundo muito bonito e arrumado. Aproveitamos que os bares/baladas nao tinham entrada pra passar em varios, um mojito em cada um. Bares cheios, gente animada, musica bombando, Mykonos é o lugar pra pegar balada. Pena que nao tem fotos.

No dia seguinte, praiaaaaa! A cidadezinha é fofa, mas nao tem praia nela. Pra ir pra praia tem que pegar um onibus ou um barco. Sao várias praias; tivemos que escolher só duas.

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Mykonos

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Mykonos

Comecamos na Super Paradise, já que tinha um onibus especial direto pra lá (com ar-condicionado e tudo). Praia linda, mar transparente, areia fofinha, e precos astronomicos. Pra alugar um conjunto de guarda-sol e duas espreguicadeiras, uns quinze euros. Um drink, mas dez a doze euros. Comer, nao quis nem olhar :)

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Chegando em Super Paradise

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Super Paradise

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Vida besta, meu deus

Em Super Paradise, encontramos um bar fenomenal quando já estava chegando a hora de ir embora… fiquei chateada de nao encontrar antes. É o bar da Jackie O, uma balada na cidade. Gente, o que é aquilo? Tem uma piscina com vista pro mar. Tem pufes e almofadas. Tem um restaurante maravilhoso atras, desses que vao as familias pra comemoracao de aniversario de alguem. E tem mojitos de melancia :) Pra quem for visitar, fica a dica: é o ultimo bar à direita,. nao tem erro.

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Jackie O, em Super Paradise

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Mojitos carissimos mas enormes

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Felicidade é mojito na mao!

De Super Paradise, fomos de taxi aquatico pra Paradise (depois de perder o barco duas vezes e ficar muito puta). Nao faco questao de andar de barco nunca mais na vida, mas foi um passeio bem legal, passando por lugares bem bonitos. Mais legal que ir de onibus, com certeza!

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Passeio entre as duas praias

Paradise é beeeem farofa, como já tinham nos avisado. Tinha um bar imeeeeeeenso, com umas mocas dancando sem a menor boa vontade em cima do balcao. Em comum, as praias tem uma super estrutura – banheiro, chuveiro, lugar pra trocar de roupa, sistema imenso de som (com DJ tocando ao vivo), todo tipo de drinks. Só achei fraco em termos de comida – tinha uns sanduiches, mas nada de isca de peixe. Nao entendo como a gente ainda nao exportou isca de peixe para todo o mundo :)

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Tchibum

Na hora de ir embora, o nosso barco pra Santorini acabou atrasando… e vimos o por-do-sol em Mykonos, que se nao foi tao bonito como o do dia anterior, foi parecido :D

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Finalmente, o por-do-sol

Grecia, parte II

Outras razoes por que eu amei Atenas: os restaurantes e os bares.

Gente, o Tzitzikas & Mermingas. O o Tzitzikas & Mermingas. Eu fui uma vez com a Dedeh, depois levei a Belle e ainda voltei uma terceira vez logo antes de ir embora de Atenas. O pastelzinho de queijo com alho poro’. O porco. O queijo assado com bacon. Se voce precisa de uma boa razao pra ir a Atenas, é essa ai. Anota: Mitropoleos 12-14, perto da praca Syntagma.

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Melhor restaurante do mundo e um dos melhores de Atenas

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Pastelzinho

A comida em geral é muito gostosa. Além da salada grega (que comemos à exaustao na semana anterior), tem varias outras saladas. E a comida é sempre muito fresca, e quase sempre leva tomate e iogurte. Eles usam iogurte como um creme de leite, pra deixar tudo mais molhadinho e menos apimentado, e tudo fica bom. Eu nao sabia que gostava de iogurte até ir à Grecia. E o pao deles é muito gostoso tambem.

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Restaurante perto da Acropole

Pra jantar, fomos em outra das indicacoes do guia, o Glykis. A novidade é que finalmente eu tomei meu primeiro ouzo!

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Restaurante pre-balada

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Meu primeiro ouzo

Ouzo tem gosto de anis e eu nao gosto de anis, porque tem gosto de pasta de dente, mas em Atenas aprendi a beber. Nos restaurantes, em vez de pedir um prato, voce pede varias entradinha e divide com os amigos. Entre uma garfada e outra, voce toma um gole de ouzo, que tem esse gosto delicioso de Colgate justamente pra limpar o paladar pra proxima garfada. Ouzo nao se bebe puro, mas com 50% de agua, o que faz com que ele passe de transparente pra branco opaco. E ai, fica bem mais palatavel : )

Os bares/baladinhas da cidade tambem sao bem bacanas. Alias tem tanto bar e baladinha bacana em Gazi que fiquei triste de nao ficar mais tempo na cidade. Mas qualquer dia desses eu volto.

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Bar / baladinha – Liar Man

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Bar/ baladinha

Já falei de iogurte na comida… mas e o frozen yogurt? Me disseram que é a nova moda no Brasil, que em toda esquina tem um… gente, alguem traz essa moda pra Frankfurt! Melhor coisa do mundo!

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E ainda é non-fat!!!

Eu tomei tanto, mas tanto iogurte, nao sei porque nao tirei foto de todos. Comecei com iogurte normal com morango, saudavel, leve; depois achei um iogurte de manga fenomenal. Mas a coisa desandou depois que achei umas lojas que tinham iogurte de chocolate ou de cookies, e mil coisas pra jogar em cima, e caldas, e chocolate, e nutella… aaaaaaah que saudade!

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Nutella em cima tambem é non-fat

Tempo bom, gente simpatica, comida boa, cidade fervilhando. Posso me mudar pra Atenas?

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Atenas, sua linda!

Grecia, parte I

Entao, vamos ‘as historias da Grecia!

Depois da saga da Yacht Week, o grupo se dividiu: alguns voltaram pra vida real, alguns comecaram a explorar a Grecia. Os dois primeiros dias foram so’ pra recuperar da semana no barco, e a porcaria do hotel nao parava de balancar. Eu fiquei impressionada com a forca do ‘land sick’ – foram 48 horas ate’ o mundo ficar estavel. :O

Mas depois de tudo estabilizado e todas as viajantes estarem saudaveis, Atenas conquistou meu coracao ;)

Pra comeco de conversa, tudo fica aberto ate’ tarde. Pra quem ta’ acostumado com Ffm, maravilha das maravilhas. E nao so’ tudo fica aberto, como a rua tem movimento – as familias saem tarde pra jantar e passear, com crianca e tudo. O grego é um povo muito noturno (segundo minha chefe, porque de dia é muito quente pra sair na rua :). A gente ficou num hotel pertinho da Ermou, que é uma rua de compras onde nao passa carro. Dia e noite tinha movimento.

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Praca Syntagma

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Praca Syntagma

O tempo estava uma delicia – quente, ensolarado, lindo, ceu azul. A cidade é um pouco suja, um pouco desorganizada, e com muito pedinte. As pessoas sao super solicitas, e eu fui super bem tratada. É muito comum, em restaurantes, vir alguma coisa de graca – ou um shot de raki (a cachacinha deles), ou umas frutas de sobremesa. Chegamos a ganhar raki numa lojinha que paramos pra comprar ima (e era antes do meio dia!). O que voce pede, o pessoal faz – talvez demore um pouco, mas fazem. É um povo muito relaxado, muito tranquilo, nada de eficiencia alema. Eu amei.

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Atenas linda apesar da cacamba

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Muito verde e muito parque

E claro – onde quer que voce va’, voce esbarra em coisas antigas. Uma igreja bizantina ali na rua, a Acropole em cima do morro, umas colunas na esquina. E’ bonito demais. Muitos bares e restaurantes tem vista pra Acropole, que de noite fica iluminada. Tomar um drink com essa vista…

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Vista do bar do Athens Backpackers

Pra Acropole, voce paga um ingresso de 12 euros que serve pra varios outros monumentos/lugares. Foi a nossa primeira parada, seguindo a dica do guia de ir cedinho pra estar menos lotado. Mentira!

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Isso é uma foto com pouca gente atras

Nao existe Acropole nao-lotada. A gente chegou cedo e achou lotado. Bom, depois percebeu que o que a gente achou lotado era na verdade bem vazio, porque depois ficou cinco vezes mais lotado. Surreal a quantidade de gente que cabe naquele lugar. E surreal tambem como é lindo, entao tudo bem estar cheio de gente!

A unica coisa ruim é que, em muitos dos lugares, nao da’ pra chegar perto. O que é compreensivel porque essas coisas tem que ser preservadas pras proximas geracoes, patati patata. Ainda assim ficamos um cadinho desapontadas de nao poder andar por entre as ruinas.

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Odeon of Athens

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Odeon of Herodes Atticus

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Reformando e ainda assim lindo

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Os gregos inventaram o Lego

Ale’m da Acropole tem varios outros ‘sites’ pra ir, Agora Antiga, Agora Romana, templo disso e templo daquilo. A gente gostou de tudo, e tiramos foto de tudo, mas o nosso preferido foi o Templo do Zeus Olimpico. Cara, que absurdo de enormidade. Faz a gente se sentir humilde…

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Uoooou.

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Templo de Zeus Olimpico

Olhando assim sem ninguem por perto nao da’ pra entender a enormidade do negocio. Estava ventando loucamente (uma delicia alias) e teve uma semi-tempestade de areia que da’ pra ver na foto abaixo; tambem da’ pra comparar o monumento com as pessoinhas.

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Agora da’ pra ver o tamanho!

Do outro lado tem umas colunas separadas, que tambem sao lindas. Tambem nao da’ pra chegar perto, caminhar pelas colunas, mas tudo bem. Olhar de longe ja’ foi fenomenal.

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Pequena

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Ooooops.

Outro lugar que gostamos muito foi Agora Romana, porque la’ sim podia chegar perto das ruinas e tudo. Fun fun, think about fun!

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Fun fun fun fun!

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Encostada na coluna

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Portal lindo

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Maxwell, jump!

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Upa!

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Upa!

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Upaaaa!

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Sentada na coluna lendo o guia

Dicas gerais de monumentos em Atenas:

* parece que todo mundo vai na Acropole cedinho, e depois vai nos outros lugares. Vimos isso no Templo de Zeus Olimpico, no qual chegamos cedinho e estava vazio e lindo, e depois lotou de gente vindo da Acropole. A nossa recomendacao é ir nos outros lugares cedinho, sem ninguem (especialmente o Templo de Zeus) e deixar pra ir na Acropole mais tarde, porque vai estar lotada mesmo, qualquer hora do dia.

* a Fe me recomentou levar bastante agua e fizemos isso. Em alguns parques tem onde comprar, geladinho e barato (comparado com ffm pagar 50 centavos por meio litro dagua e’ de graca). Mas é só perto das entradas, e como os monumentos sao gigantes e os parques sao maiores ainda, a entrada pode ficar longe demais. Outra coisa é que nao tem comida por perto – so’ quando voce volta pra cidade. No primeiro dia eu passei uma fominha, e depois sempre tinha uns biscoitos na mochila.

* os parques te dao um folhetinho explicativo, mas beeeeem resumido. Acabamos contando com o que estava escrito no guia, apenas, e eu continuo sem saber a diferenca de uma coluna donica pra uma coluna jorica. Me disseram que ter um guia la’ é beeeem util, mas ne’, viajando mendigo style, ficamos com o guia de papel mesmo.

* apesar de ser verao e alta temporada, todos os parques fechavam 2, 3 da tarde – e o guia estava errado! O negocio é ficar de olho nas placas ou conferir na internet, e comecar o dia cedinho. O bom de sair do parque duas da tarde é que dá pra fazer um almoco caprichado e depois tirar a sesta :D

O riso dos outros

A discussao do final de semana foi sobre esse video aqui:

(a introducao longa e muito legal do Alex Castro esta’ aqui, pra quem tiver interesse)

O video fala sobre como uma piada nao ‘e so’ uma piada, e essa piada pode reafirmar ou desafiar os preconceitos existentes. E que, como fazer piada quebrando os paradigmas ‘e muito mais dificil do que fazer piada de loira burra, os humoristas que conseguem fazer isso sao melhores.

Temos dois pontos ai. O primeiro ‘e que piada nao ‘e so’ uma piada.

Tudo que a gente fala passa uma mensagem; como a gente fala passa uma mensagem. Voce pode querer ignorar isso, mas talvez nao funcione muito bem na vida pratica. Porque se voce fizer uma piada de estupro pra alguem que ja’ foi estuprado, essa pessoa nao vai achar so’ engracado. Voce esta’ sim passando a mensagem de que o estuprador merecia um abraco, por mais que diga isso brincando. Com toda piada de loira burra, e de gay viadinho, e de mulher ciumenta e louca, voce esta’ contribuindo pra cimentar mais um pouco essas ligacoes.

Amigo argumentou comigo que um Rafinha Bastos nao ‘e formador de opiniao DELE, que ele tem senso critico, que ele se informa, e que ele ignora as merdas que o cara fala pra so’ ouvir o que ‘e engracado. Seria lindo se todo mundo fosse assim. Porque eu tive o desprazer de ir ao Comedians com a galera do trabalho, todo mundo formado, informado, viajado, e ouvir a piada do estupro ao vivo. E metade da mesa riu.

O segundo ponto ‘e que fazer piada construtiva ‘e mais dificil.

Isso eu nao posso opinar, porque nao sei fazer piada nenhuma, nem construtiva, nem destrutiva. Mas como diz a Lola, piada de negro e de estupro ate’ meu tataravo ja’ contava, entao nao ‘e assim uma coisa moderna. Considerando quanta (muita) gente faz piada reforcando os preconceitos e quanta (pouca) gente faz piada desafiando os preconceitos, eu imagino que seja mais dificil esse segundo ai.

E isso torna o humorista melhor?

A minha humilde opiniao ‘e que, qualquer coisa que eu possa fazer pra diminuir os preconceitos, mesmo que seja pequena, eu quero fazer. Se eu tiver que fazer o grande sacrificio de deixar de contar piada preconceituosa, acho que ‘e uma perda muito pequena na minha vida :).

A minha liberdade de expressao ser assegurada nao me impede de ser babaca. Se eu quiser falar tudo que passa pela minha cabeca, eu vou ofender as pessoas. E’ isso que eu quero? Ou eu prefiro patrulhar as merdas que eu falo, pra falar menos merda?

Se alguem fala que determinado termo ‘e ofensivo pra ele, por que eu vou discutir? Conheco gente branca por ai dizendo que adora macaco e portanto falar que um negro ‘e macaco nao ‘e ofensivo pra ele. Legal que voce tem esse dom da onisciencia, de saber o que ‘e ou nao ofensivo pros outros! E’ tao dificil assim ouvir as pessoas e aceitar que elas entendem mais da dor delas mesmas?

(Eu acho que ‘e dificil sim ouvir as pessoas. Especialmente as pessoas com as quais eu nao tenho contato; mas tambem as que estao do lado e que eu preciso de uma sacudida pra notar. Mas a gente vai caminhando, e se informando, e discutindo, e aprendendo.)

No video alguem fala que o mundo ja’ tem as mazelas dele, e que os humoristas estao apenas relatando essas mazelas. ‘E um ponto de vista… mas se eu puder fazer parte das pessoas que estao tentando mudar essas mazelas, ao invez de aceita-las e pronto, eu prefiro :)

…E viveram felizes para sempre

De um tempo pra ca’, as pessoas comecaram a se casar. Muito.

Primeiro foram aquelas pedras cantadas – os amigos que namoraram anos com a mesma pessoa, que todo mundo ja’ via como uma pessoa casada, que estavam so’ esperando formar e arranjar um emprego.

Mas depois, com os trinta se aproximando, mais e mais amigos terminavam um namoro de anos, arranjavam outro namorado ou namorada, e em um ano, dois, resolviam casar.

A principio eu achava isso muito sem nocao. Afinal de contas, modelo de namoro e casamento pra mim e’ namorar dez anos e so’ depois casar. Como assim casar com alguem que voce mal conhece?

Cada um sabe o que faz da sua vida, e de fora eu vi casamentos com um ano de namoro dando super certo, e casamentos de aaaaaaaanos de namoro terminando. Opa, perae? O numero de anos de namoro nao ‘e diretamente proporcional ‘a felicidade conjugal? Esse pessoal que casa nao porque encontrou a pessoa certa, mas porque chegou a hora de casar… tambem tem uma razao valida pra casar?

Parentesis aqui. Minha ideia de casamento ‘e assim: voce namora dez anos, casa, e ‘e feliz pra sempre (como namorou dez anos, a questao de ‘pessoa certa’ ja’ foi pensada e repensada durante esse tempo; nao ‘e uma questao pertinente ao casamento, e sim ao namoro). Se nao for pra sempre, nao serve; pra que casou? E como eu nao acredito em pra sempre, risquei do meu dicionario a possibilidade de casorio. Mas do mesmo jeito que eu repensei e mudei meus conceitos de tanta coisa, talvez seja o caso de repensar o casamento tambem. Se namoro, hoje, pra mim, ‘e uma coisa que se define entre as partes, por que casamento tem que ser igual pra todo mundo, imutavel, com regras definidas por ‘sempre foi assim’? Fecha parentesis.

Entao agora eu estou tentando descobrir nao a resposta, mas qual ‘e a pergunta que deve ser feita pra gente chegar ‘a conclusao de que deve se casar. Baseado em que as pessoas se casam? Ando perguntando pros amigos que ja’ casaram, ando perguntando pros que estao pensando em casar, e ando recebendo respostas muito interessantes. Vamos ver que conclusoes podemos tirar disso :)

Checkpoint Projeto Léia

(gente, é Projeto Léeeeeia. A Lud achava que era Projeto Lêia, tipo leia dez livros por mês)

leia

Venha pro lado Leia da força.

Entao, eu entrei numa dietinha e comecei a levar uma vida um pouco mais saudavel, sem sofrer porque sofrer nao é comigo, e em tres meses perdi quatro quilos e meio. Yey!

É impressionante como pequenas coisas, repetidas, fazem uma grande diferença. É mais ou menos como a minha economia. Eu corto um monte de pequenos gastos inúteis (bom, inúteis pra MIM, claro que isso varia de pessoa pra pessoa) e quando vejo, tenho dinheiro pra viajar nas férias. Nesses três meses, o que mudou?

Passei a ir e voltar do trabalho a pé. É pertinho, dá uns 25 minutos com calma. Eu deixei de comprar o cartão de transporte mensal (mais uma pequena economia aí!) pra me incentivar a não pegar o bonde; também comecei a acordar mais cedo. Eu tentei fazer mais exercicio, como andar mais à pé, mas pra ser bem sincera fiz isso pouco. Uma aula de dança do ventre por semana ajudou, também. E quando eu estava inspirada, abdominais :)

Cortei o almoco na cantina do trabalho. A comida não é ruim, mas tambem não é deliciosa. Nada que eu não possa abrir mão. E o mais importante, engorda loucamente! Tudo é frito ou de outra forma imerso em gordura. Batata frita tem *todo* *dia*. Os pratos são bem grandes, e se tá no prato, eu como. Morro de dó de deixar comida. Okeeeey, tem um buffet de saladas, mas são os verdes mais tristes que eu já vi… então o melhor que eu faço é parar de almoçar por lá.

O que eu faço, em troca, são lindos e saudáveis sanduiches de pão integral. Já devo ter comentado que aqui na Alemanha não só tem pães muito bons, mas frios maravilhosos. Não sei explicar com os nomes corretos, mas tem muitos tipos de presunto, salami, peitos de perus e frangos e mortadelas e afins. Umas temperadas, outras apimentadas. Queijos, também tem de montão. E quando eu estou com boa vontade, meus sanduiches incluem pepino, alface, agrião (meu preferido pra sanduiches), o que eu achar no mercado. Inclua ai uma generosa porção de cebola frita (pra adicionar crocância!) e meu humilde sanduichinhho fica bem mais saudável que o porco empanado com batata frita da cantina. E muito menor!

Claro que, comendo sanduíche-íche, três da tarde eu já estou com fome de novo. Daí entra a maravilhosa Dietinha das Coisas Mastigáveis (preciso patentear essa dieta) – e a gente passa a tarde mastigando morangos, cerejas, baby-carrots, e de vez em quando umas nozes e umas amendoas.

E outra coisa que eu adoro fazer é ter medir, medir, medir! Fiz esse gráfico na mão e media o peso toda segunda e sexta feira, sendo que o peso de sexta é que valia, o de segunda era só pra eu ter idéia de em que pé estávamos. As cores não querem dizer nada, é só que eu gosto de cores mesmo.

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Dá pra ver o sobe e desce? É que, como eu não queria sofrer, final de semana não tinha dieta. Minha vida social (if any) aqui gira no final de semana, e nesses meses de verão quase sempre tinha festival – ou na rua, com mil comidinhas gostosas, ou de rock. E passar vontade está fora do combinado. Esses pontos mais altos (ou estagnados) são todos eventos assim, com o pior deles sendo o Rock am Ring. Não só comidas de rua infinitas como SÓ comidas infinitas de rua por três dias. Hmmmm!

No finalzinho, bem perto das férias, dei uma segurada na comilança porque queria comer loucamente *nas férias*. Daí não ganhei de volta o peso do final de semana e perdi os dois últimos quilinhos. Acho que fazia uns bons 5 anos que eu não via a balanca chegar em 50 quilos :O Projeto Léia Versão Grécia: check!

Agora que voltei, depois de ter comido TUDO que tinha pra comer na Grécia, tive visitas e viagens e parei de fazer exercicio. Já voltei pros 52, que não é um peso mau não. Pra ser sincera os 50 me deixaram meio seca :D O plano é voltar a fazer exercício e manter mais ou menos por ai. E provavelmente perder uns quilos antes de ir pro Brasil, no final do ano, porque meu plano é comer TUDO que tem pra comer e vou lhes dizer que Natal na casa da minha avó tem MUITA coisa de comer.

Não achei uma foto bonita de biquini, então fiquem com essa daí, bem magrela. Sim, isso na minha mão é frozen yogurt, que seria light se não fosse a calda quente de chocolate e os pedaços de Twix por cima :D

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Eu, magrela!

Lere, lere

Ai eu cheguei em casa um dia e a Belle disse:

– Comprei um presente pra voce. Pra sua cozinha.

Dai eu disse, aaaah, que isso, é pra voce passear pela cidade, não pra se preocupar comigo, nao precisava…

Mas precisava, sim. E pior ainda, eu nem nunca saberia que precisava de uma coisa dessas se nao fosse a Belle. Nem o nome em portugues, quiçá o nome em alemão! Gente, que maravilha! Quantas coisas estavam indo pelo ralo abaixo e agora estão parando nesse negócio ai e não fazem mal, porque vão direto pro lixo! Alegria, alegria!

***

Ainda nesse topico, outro dia ouvi da Dedeh a melhor dica de casa até o presente momento: deixa o detergente trabalhar pra voce. Simmm, eu aprendi que tenho que deixar as formas e panelas e coisas nojentas cheias de água com um pouco de detergente, de preferencia de um dia pro outro, e ai o detergente se encarrega de deixar tudo molinho e facinho de tirar com a bucha! Com a grande vantagem que não dá pra empilhar panelas e afins cheios de água, então eu me sinto obrigada a lavar mesmo no dia seguinte – ou então ficar fazendo malabarismos se preciso da torneira da pia. Que maravilha [2]!

***

Ai eu decido: paninhos amarelos, limpeza pesada. Paninhos rosas, só pra limpar a cozinha. De repente, vejo uma mancha no chão e aproveito que estou com um paninho molhado na mão e quando levanto triunfante depois de tirar a mancha… claro que na minha mão é um paninho rosa.

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Tirei a noite pra comecar a grande arrumacao da casa. O plano é desligar a internet, colocar o Metallica pra tocar, e botar a Vampirette pra trabalhar. Aceito dicas de como limpar banheiro, que ainda é um grande misterio ;)

Boxen oder Capoeira spielen?…

Iniciando o projeto ‘vamos levar a vida a serio porque as ferias acabaram’, segunda fui na aula experimental de capoeira, e hoje fui na aula de boxe (e amanha nao vou trabalhar de tanta dor no corpo). O pacote de aulas de danca do ventre acabou e eu decidi nao continuar. Primeiro porque e’ longe e o inverno vem chegando. Depois que, como sabemos, eu era a melhor aluna da turma, e nao é que de repente eu virei um talento da dança. É que a turma é ruim com força, mesmo.

Como tem duas academias aqui do ladim de casa, resolvi ver decolé e decidir com base nos fatos.

A aula de capoeira foi bem legal. Já digo de uma vez: nao amei nao. Já desconfiava que não ia amar – depois de morar um tempão em Salvador e nem ligar, não ia ser aqui que ia me dar uma vontade incontrolável de jogar capoeira, né? Mas achei super divertido os alemaes cantando em portugues, o instrutor chamado Escorpiao (eiiixxxx-cor-pe-auuuun, com sotaque alemao) nascido e criado no bairro, o pessoal aprender sobre a cultura brasileira (tem um monte de fotos de Salvador). A aula comeca ‘as oito, horario brasileiro – ou seja, umas oito e dez. Eu achei que era uma academia pequena, mas tinha bem umas dezoito pessoas na aula, a grande maioria alemaes mesmo. Eu fui a unica brasileira. E me trataram super bem, bateram papo, uma das instrutoras até brincou que vai ser ótimo eu ajudar a traduzir as músicas que eles cantam (sim, eles se importam com as letras do que estao cantando – e eles cantam marinheiro só). Outra coisa que achei ótimo é que eles brincam bastante entre si durante a aula, coisa que eu nunca vi aqui na Alemanha. A Fe tinha me dito que capoeira nao é só um esporte, é mais, e senti isso mesmo. Tem muitos eventos e na academia tem atividade todo dia – dois treinos por semana, mais aula de danca, mais aula de musica, mais treino livre aos domingos – tudo isso dentro da mensalidade. Importante: as meninas tem tudo barriga sequinha. Ponto pra capoeira!

A aula de boxe… na verdade acho que nao é boxe, chama fitness boxe e nao vi a instrutora corrigindo os movimentos de ninguem. Acho que é pra ser aeróbico mesmo – mas como é aeróbico! Corre, pula, soca, faz abdominal, chuta, corre. Só nao pulei corda! :) A aula só tem meninas, umas dez. Eu achei a aula mais divertida que a capoeira; gostei de treinar socos e chutes e afins. É bem estilo academia – voce chega, faz sua aula, vai embora. Duas das meninas foram super simpaticas comigo, mas a professora mesmo mal falou comigo (e ela tem um olho de cada cor! é lindo!). Achei meio ruim a separacao de meninos e meninas (até porque pros meninos tem aula de boxe, muai-thai, ate’ jiu-jitsu tem, cada uma separada; pras meninas, só fitness). Minha impressao é que, se eu quisesse mesmo aprender *boxe*, tinha que entrar na turma dos meninos (nao duvido que possa, porque tinha uma menina treinando nos aparelhos durante a aula e ela me pareceu bem durona). Como tinha muita menina novinha, nao deu pra avaliar se a boa forma é da idade ou do fitness boxe. :D

Pontos praticos: as duas academias ficam do lado de casa. A mensalidade da capoeira é 37 euros e a do boxe 35, ambas com contrato de um ano. A capoeira tem a vantagem de poder cancelar de 3 em 3 meses; o boxe só cancela se eu mudar pra mais de 30km de distancia (ou seja, nao cancela). A capoeira tem aula todo dia se eu quiser participar; o boxe sao só duas horas por semana.

Racionalmente estou pendendo pra capoeira, porque nela eu tenho (bem) mais chance de socializar, além de ser muito mais exercício pelo mesmo dinheiro. Além disso tenho a impressao de que o pessoal lá gosta de outras culturas, é mais aberto, e vai achar legal eu ser de fora, ao invés de olhar feio pra mim porque eu nao so qu alema, nao falo alemao, e nao atravesso a rua só com o sinal aberto. Mas ainda fico assim assim de estar fazendo capoeira na Alemanha. Não é meio bizarro?…

(quem recebe post por email – faca o favor de dar opiniao aqui no blogue, ou no gtalk, ou por email, ou por sinal de fumaca : )