Wiesbaden

Wiesbaden ‘e a capital do estado e tem metade do tamanho de Frankfurt. Tambem fica na beira do rio, e e’ bem fofa. Aproveitamos que o tempo estava incerto demais pra viagens mais longas e fomos pra la’. Da’ pra ir de RMV mesmo, e nao ‘e caro.

O servico de informacoes eu achei bem ruinzinho – mas fica bem na praca do mercado e tem imas e cartoes postais, entao vale uma visita. Usamos o guia gratis que tem o mapa e da’ pra conseguir la’, mas a moca nao foi nada informativa e nao nos ajudou a escolher quais os lugares mais legais de ir. Acho que ela queria era vender o guia pago…

Como compramos o tiquete diario, podiamos andar de onibus ‘a vontade, mas passeamos bastante a pe’, porque as atracoes sao perto uma das outras. Comecamos na praca do mercado, que tem a prefeitura e a igreja do mercado. Parece que tem um mercado ate’ hoje embaixo da igreja, mas estava fechado, entao nao pudemos entrar. A igreja ‘e muito bonita; as fotos ‘e que nao ficaram grandes coisas por causa do tempo e da fotografa que vos fala.

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Praca do mercado

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Igreja do Mercado

A cidade ‘e muito fofinha; era um feriado entao estava tudo fechado, mas tinha muitos restaurantes bacanas. A cidade toda pareceu bem viva e alegre, mesmo num dia frio e sem muito sol.

Um dos lugares que mais gostamos foi o cassino, ou Kurhaus. Tem um gramado enorme e lindo na frente; o predio do cassino ‘e aquele la’ atras de mim. Atras tem outro parque, lindo tambem, onde as pessoas ficam correndo, remando no lago, passeando com os cachorros ou so’ tomando uma cerveja mesmo (que foi o nosso caso). Tinha ate’ uma noiva tirando fotos na grama. Bonito demais! O proprio predio do cassino ‘e muito bonito, mas nao ficou bem nas fotos. Pra entrar no predio do cassino (e chegar no parque atras) nao paga, mas se quiser entrar no cassino mesmo, pra apostar, paga.

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Na frente do cassino.

Outra coisa que vale a visita ‘e o funicular. Chama Nerobergbahn e fica meio fora da cidade; tem que pegar o onibus 1 pra chegar la. Ele anda 440 metros de morro (o desnivel ‘e de 80 metros) e o mais legal e’ que ele ‘e movido por contrapeso de agua! :) Demora menos de quatro minutos pra chegar em cima do morro.

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Nerobergbahn

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…subindo…

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…subindo mais…

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….vagao descendo, passou do nosso lado

Em cima do morro (chamado Neroberg) tem um parque com varias atividades bacanas. Tinha arborismo, tinha escalada, e varias outras coisas em cima de arvore que eu nao sei o nome – mas as criancas e os adultos estavam com cara de estarem se divertindo a valer.

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Parque de Neroberg

E a coisa mais bonita de Wiesbaden (na minha humilde opiniao) tambem fica em cima desse morro: a igreja russa. Nao sei se foi a falta de sol que me deixou especialmente parcial a essas cupulas douradas, ou se foi ser minha primeira igreja nesse estilo – sei que adorei e fiquei um tempao olhando. Linda, linda.

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Igreja russa, linda linda

Ainda ficou faltando bastante coisa na cidade, mas ja’ estavamos cansados e as fotos nao nos animaram a ir visitar nao. E’ bom que tenho motivo pra voltar ;D

DIY – comoda dos Bitous :)

Quando me planejei pra comprar os moveis mais baratos possiveis aqui pra casa, dei uma olhada na internet e achei varias ideias legais e faceis pra embelezar ou ate’ terminar de fazer os moveis. Eu nao sou talentosa pra nada, mas tenho boa vontade e adoro uma tinta, uma cola e um estilete. Entao comprei tres comodas dessas aqui, de madeira nao tratada, baratinhas, na Ikea.

Movel original e feioso

A primeira ideia era pintar as comodas de cores alegres e diferentes, mas depois que fiz a sala em preto-e-branco mudei de ideia. ‘E que da’ pra mudar a cara (e a cor) do ambiente todo com algumas poucas coisas coloridas, desde que o resto nao brigue. Entao resolvi que nao queria colorido, mas queria legal. E como faz legal sem ser com colorido?

Com musica.

Resolvi pintar o movel de branco e aplicar um lindo poster dos Bitous nas gavetas. Dei uma pesquisada e achei duas coisas importantes: a primeira ‘e uma cola especial pra decupagem, que fica impermeavel depois de aplicada. Eu li que se eu fizesse a mesma coisa com cola branca tambem daria certo, mas nao ficaria impermeavel! Os pinceis proprios pra decupagem tambem ajudaram. E a segunda coisa foi que pintura se faz com rolinho. A dica foi da mae da Dedeh e eu fiquei impressionada – ‘e muuuuuito mais facil que pintar com pincel, a cor fica uniforme, sem contar a diversao que ‘e!

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As armas

O primeiro passo foi fazer as gavetas – por total falta de jeito, eu deixei o movel como estava (mas sem os puxadores de gaveta) e colei o poster em cima. Depois, com o estilete, cortei para separar as gavetas e cortei fora as beiradas de poster. Nao sei se foi muito esperto nao – deu certo, mas nao foi moleza. A parte boa ‘e que garantiu que as gavetas ‘batessem’, ou seja, nao ficou faltando pedaco de bitou, nem ficou desencontrado. O negocio ‘e colar o poster na gaveta (com pouca cola) e depois passar mais duas camadas por cima.

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Primeiro passo

O poster enruga, nao tem jeito – o proximo vou fazer com mais cuidado e com menos cola, e fazer de dentro pra fora, esticando. Mas a boa noticia ‘e que, mesmo que enrugue, nao aparece – so’ se voce olhar de pertinho.

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Gavetas secando

A segunda parte foi pintar o lado de fora do movel. Se fosse pra ser beeeeem profissional, eu deveria ter desmontado o movel e pintado tudo separado – mas obvio que eu nao tava com tempo e saco pra isso, e mandei ver com o rolinho. Uma coisa que deu super certo ‘e que eu montei um ‘atelie’ no banheiro e coloquei uma mesinha por baixo, pra nao ferrar minha coluna. Duas maos de tinta, secagem, duas maos de tinta. Os puxadores ganharam o mesmo tratamento. A mae da Dedeh tambem me deu dicas pra fazer os moveis ficarem envelhecidos, mas ai ja’ ‘e nivel dois de complexidade e ficou pros proximos projetos. Gente, que alegria que ‘e pintar com rolinho! Ou sera’ que sou eu nao pintei o tanto que eu queria enquanto crianca e tou compensando agora? Divertido demais!

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Movel sendo pintado

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Puxadores

No final, foi so’ recolocar os puxadores (furando bem devagarzinho pra nao estragar tudo) e voltar as gavetas pro lugar, na ordem certa. E voila’!

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Voila!

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Com as gavetas abertas

Licoes aprendidas pra proxima vez: tentar cortar o poster antes de colar nas gavetas (nao sei se vai dar certo); usar menos cola pra enrugar menos; pintar a parte de dentro da gaveta de preto assim que eu comprar uma tinta pra isso (por enquanto colori de canetinha, hehe).

Foi facil, ficou barato, e eu fiquei contente! :)

Dei uma sumida aqui do blogue porque meus pais vieram visitar.

Estranho de repente ter toda a familia aqui em casa, sendo que ate’ pouco tempo eu nem tinha casa!

Nessas duas semanas que eles passaram por aqui, terminamos de arrumar os ultimos detalhes da casa. Agora tenho lustres (vovo’ que me deu) e uma fantastica maquina de lavar! Alem disso meu pai arrumou um monte de coisinhas que estavam estragada ou feias. Serrou meu porta-xampu pra ficar do jeito que eu queria, e ate’ minha maquina fotografica parou de dar problema depois de passar por uma pequena cirurgia. Eu reclamei com eles que minhas irmas, quando sairam de casa (e casaram), ganharam um kit completo de ferramentas, e eu nao ganhei nada…. e na noite seguinte eu tinha chave de boca e alicate, e depois uma chave de fenda fininha. :D

Aproveitamos tambem pra passear bastante. O tempo nao ajudou nem um pouco; estava frio e chuvoso o tempo todo. Mas a primavera esta’ ai e a cidade estava cheia de eventos – teve uma quermesse e um festival. Tambem fizemos os passeios basicos de Frankfurt pra conhecer a cidade e a Ikea (hehe), e fomos pra Wiesbaden. Vou fazer posts separados :)

E a coisa melhor do mundo foi que maman fez strogonoff! Eu duvidei que fosse sair mesmo,  porque dos ingredientes, so’ o frango era igual ao la’ do Brasil. O creme de leite e molho de tomate sao bem diferentes; molho ingles nao achamos; flambamos com rum em vez de conhaque. Mas no final ficou supimpa! Ate’ as visitas aprovaram :D E mesmo quando eles foram embora e a casa ficou vazia, tinha strogonoff na geladeira pra comer de janta. Visita assim e’ que ‘e boa!

 

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Consertando o porta-xampu – ah!, ganhei tambem uma serra!

Rock am Ring!

Quando eu cheguei em Frankfurt, toda animada e feliz, me contaram que o alemao se programa com muita antecedencia e eu sai alegremente a comprar ingressos de shows que iam acontecer dali a 8 meses, porque ne, vai que acaba. Ate’ la’ ja’ seria verao, estaria quente, eu com certeza arranjaria companhia e tudo o mais.

Pois entao, chegou junho e nada de calor nem de companhia. Um dos festivais eu vendi; o outro eu achava que venderia porque esta’ esgotado, mas tem gente vendendo o ingresso por metade do preco e ninguem ia comprar o meu pelo preco normal. E e’ justamente o Rock am Ring, um festival super bacana, super tradicional, e que eu sempre quis ir. Perder 170 euros e o festival, so’ por falta de coragem? Nao ‘e comigo!

Dai resolvi olhar o tamanho da encrenca. Como Nurburg fica perto de Frankfurt, as passagens de trem ficariam baratinhas, 30 euros. O problema era achar hotel. Como o festival ‘e numa pista de corrida, ‘e no meio do nada e longe de tudo, e o hotel mais perto que eu encontrei era a 14km de distancia. As linhas de onibus do festival levam so do festival pros campings do proprio festival, e achei uns relatos dizendo que o transito fica impossivel pra ir de carro, caso eu resolvesse alugar um. Considerando ainda o fato de que os shows sao ‘a noite, preferi ficar num lugar cheio de gente a me perder pelo campo – a melhor opcao era mesmo comprar uma barraca e ficar acampada no festival. Aqui seguranca nao ‘e problema, e minha falta de direcao ‘e internacional.

Pensei, pensei, pensei, pedi opiniao pros amigos (quem fica online de tarde corre o risco de ter que dar palpites em assuntos aleatorios da minha vida) e resolvi ir. Comprei uma barraca, um travesseirinho inflavel, um negocio isolante termico e uma lanterninha. Saco de dormir eu tenho, e o colchao inflavel vai depender de caber na mochila. Como tudo tem que ter emocao, a encomenda esta’ programada pra chegar dia 4, e eu viajo dia 7 – torcendo pra que nao atrase!

Na hora de comprar o trem de volta,  mais uma decisao dificil – porque se nao tiver novela, nao e’ a minha vida. O porcario do evento tem uns onibus do festival ate’ a estacao de Koblenz, a cidade mais perto, mas o ultimo sai uma da manha do domingo e depois so’ ‘as 6 da manha de segunda. Ou eu pegava um trem depois das 7 da manha e ia direto pro trabalho, ou perdia o ultimo show, justo do Green Day. A velhice nao me permitiu amar tanto o GD – depois de duas noites dormindo em barraca, tenho certeza que vou estar muito mais interessada na minha cama do que no Billy Joe.

Resumindo: vou sozinha, vou dormir numa barraca, e a primavera nao quer dar as caras. Mas a sorte acompanha os audazes!

 

Casa – contas finais

Depois dessa ultima ida ‘a Ikea, posso fazer as contas finais de quanto ficou montar e decorar minha casinha: 2445,42 euros.

Na ponta do lapis, 1500 foram pelos moveis, incluindo transporte (ate’ a porta do predio, como sabemos). A tecnica de escolher o mais barato de tudo permitiu que essa grana cobrisse uma cama (enorme), um colchao (esse nao foi o mais barato nao : ), um sofa, tres comodas, um armario, duas estantes na sala, quatro mesinhas de centro, um bar, uma mesa de cozinha com quatro cadeiras, uma escrivaninha e uma cadeira de escritorio.

Mais 500 tambem foram gastos na Ikea, com tudo quanto ‘e quinquilharia. Coisas de cozinha – garfo, faca, panela, copo, vasilha, tabua, tapauer; roupa de cama e edredons e almofadas e travesseiros e toalhas; movel do banheiro com as caixas e as flores; lixeiras, escorredor, pendurador de roupa, quadro magnetico, tapete pra nao riscar o chao, luminaria.

Pra fechar, outros 500 foram embora com ‘detalhes’. Colchoes inflaveis, detergente, saco de lixo, cortina de banheiro, balanca, eletronicos (radinho de chuveiro, telefone, roteador sem fio), cola, tinta, pincel, rolinho, vassoura, pazinha, carrinho de carregar compras de supermercado, aspirador, peneira, velas, saco de roupa suja, balde, pano de prato, lava roupas e amaciante.

Licoes aprendidas?

Um: da’ pra fazer uma casa bonitinha com pouco dinheiro. Sendo mais especifica, da’ pra comprar moveis baratinhos desde que eles nao briguem demais entre si. O truque aqui foi comprar tudo branco, mas teria dado certo com outros estilos tambem. Ajudou ter comprado tudo de uma vez so’: tive que imaginar a casa inteira de uma vez, com o que tinha disponivel no catalogo, e ai saiu tudo mais ou menos combinante.

Dois: valeu a pena o trabalho que eu tive escolhendo os moveis pelas funcoes – preciso de um lugar pra guardar isso e aquilo; preciso da escrivaninha pra estudar; quero uma cama com gavetas porque ai so’ preciso de um armario pequeno pras roupas. Sinto que tudo que deveria estar guardado esta’ guardado, e nao sinto falta de nada grande.

Tres: em compensacao, de quanta tralha ‘e feita uma casa e eu nao sabia! Teve coisas que eu so’ percebi que precisava quando ja’ estava morando: um escorredor de pratos, por exemplo, ou uma tabua de cortar. Voce vai procurar e opa, nao esta’ la’ porque voce nao lembrou de comprar. E os canudos e os palitos? E uma regua e um vidro de cola?

Quatro: sao essas pequenas coisas, mais as coisas decorativas, que pesam no orcamento. Como cada uma delas ‘e baratinha e (normalmente) util, eu nao pensei demais pra comprar, e agora tenho alguma tralha em casa. Mas nao desanimemos – ‘e questao de ficar de olho nessas compras.

Cinco: montar casa ‘e bem facil do que eu imaginei. Milhares de pessoas ja’ pensaram em ideias legais de decoracao e e’ so’ olhar no google e pedir opiniao pra quem entende (a proposito, foi meu padrinho que resolveu o problema da disposicao dos moveis no meu quarto, e ele nem estava participando da conversa, so’ deu um palpite de passagem ; ).

Seis: montar casa ‘e bem mais legal do que eu imaginei. Ando trocando noites de baladas por maos e demaos de tinta, e estou doida pra comprar um monte de outras coisas :D Tenho que tomar cuidado pra nao falar so’ disso. O que? Eu so’ falo disso aqui no blogue!? Ops : )

DYI – mural de fotos : )

Juntei o fato de nao poder furar as paredes da casa com a vontade de gastar o minimo possivel e resolvi fazer uns murais aqui pra casa, pra colocar fotos e afins. Como sobrou muito papelao dos moveis da Ikea, guardei alguns e tambem uns pedacos de isopor, e no feriado pus maos ‘a obra.

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Materia prima

A primeira coisa foi medir mais ou menos o tamanho do mural que eu queria, e comprar um pano preto – seguindo a sugestao da Flavinha de fazer a sala preto-e-branco. Depois, colei quatro pedacos de papelao para fazer a base. O papelao fininho que tinha em casa era de um fardinho de cerveja, ficou bem alemao : )

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Painel cervejistico

Fiquei com medo de os alfinetes arranharem a parede e eu ter que pinta-la depois, entao resolvi colar um pouco de isopor pra manter o painel todo longe da parede. Problema ‘e que eu tinha pouco isopor, entao tive que economizar:

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Beiradas de isopor

Com isso pronto, hora de forrar com o pano preto. Eu pensei que, se eu tivesse uma cola apropriada, o trabalho teria sido mais facil – mas so’ tinha cola branca em casa. Passar cola, espalhar, apertar, colocar um livro em cima, esperar secar.

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Hora de colar o pano

Tudo pronto e sequinho, hora de colar na parede! Eu tinha comprado daqueles superadesivos que grudam tudo na parede, mas infelizmente nao rolou. A parede aqui ‘e meio craquele, o adesivo grudou no painel, mas nao na parede… todo esse trabalho pra nada!?

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Pode largar com a escada aqui?

Acabou que encontrei um furo que JA EXISTIA na parede e estava so’ mal tapado com alguma coisa branca. Pensei que depois eu tapo ele de novo, enfiei um prego no furo, fiz um furinho no painel, e voila’!

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Pronto e na parede!

Garage tralha sale

Uma conhecida me avisou de uma venda de garagem que ia ter aqui no bairro; eu estava precisando de uma maquina de lavar, entao fomos.

Nunca vi uma casa tao cheia de tralha. Todas, e eu quero dizer TODAS, as paredes eram cobertas com armarios, e tralhas e mais tralhas la’ dentro. Colecao gigantesca de livros (que ja’ tinham sido arrematados todos juntos), de discos de vinil, de fitas cassete. Espadas, relogios, uma tranqueirada sem fim.

Depois que descobri que estavam vendendo tudo porque a dona do ap tinha falecido, nao me animei a olhar roupas e afins – sei que ‘e bobagem, mas nao quis. A maquina de lavar era ate’ ok, mas nao tinha como transportar. Entao o que sobrou foram as tralhas…

E sim, eu sou culpada!

Com 45 euros eu levei um aspirador (precisava), uma escada pequena (precisava), uma faca de pao (precisava), um espremedor de limao tao antigo que foi feito na Alemanha Oriental (nao precisava, mas tao luxo pra deixar no barzinho), um coador (nheee, precisava, vai), uma faca linda da Tunisia pro meu pai, e dois apoiadores de livros totalmente desnecessarios. Mas tao lindinhos!

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Tralha bonitinha

***

O aspirador (que chama Vampirette, haha) ‘e uma fofura e nunca mais eu vou varrer a casa. ‘E que a poeira daqui ‘e bem fininha e levinha, entao com a vassoura ela so’ voa de la’ pra ca’ e nunca vai pra pazinha. Mas voltando ao aspirador – ele nao usa saquinho (o que eu achei otimo) entao de tempos em tempos tem que limpar o filtro. E eu fui limpar o filtro.

Gente do ceu, eu nunca vi tanta sujeira junta na vida, e olha que tenho experiencia em sujeira. Fiquei quase uma hora limpando o negocio embaixo dagua, e nao posso dizer que ficou branquinho nao, mas pelo menos ficou limpo. Nem imagino como o aspirador vai ficar potente sem tanta sujeira na frente. E o pior ‘e que estou ansiosa pro filtro secar e eu poder aspirar mais! :D

A vida da dona de casa / ‘e uma luta danada

Hoje foi serrar um porta-talheres de plastico no meio, pra caber na gaveta. Ontem foi limpar o aspirador de po’ por dentro. Cada dia ‘e uma luta; na base de uns instrumentos improvisados e zero know-how.

‘As vezes nao da’ certo, como foi quando eu tentei desmontar um pedaco do meu porta-xampu, que ‘e de metal. Ate’ no fogo coloquei a porcaria, e nada de soltar. Larguei pra quando meu pai vier visitar :)

Apesar da canseira que da’, e dessa sensacao de que nunca nada vai ficar ao mesmo tempo pronto, limpo e bonito, acho que estou aprendendo novas habilidades com essa vida de dona de casa.

Razao tinha a Minas Fogoes!

Niederrad

Quando eu me mudei pra Frankfurt, tinha certeza que nao queria ficar no bairro perto de onde eu trabalho, Niederrad. Aqui ‘e morto, tudo fecha cedo, tem so’ lojinhas de bairro, tem uma quantidade absurda de velhinhos na rua. Depois que escurece e no domingo, vira cidade fantasma.

Acabou que fiquei morando aqui, por varias razoes. A primeira porque morar perto do trabalho ‘e o que ha’ de bom – em dez minutos tou em casa; vinte minutos se for a pe’. Segundo porque Ffm tem um sistema de transporte animal, e da’ pra ir pra todo lugar rapidinho; nao precisa morar perto das coisas. Terceiro porque aqui ‘e barato. Quarto porque Niederrad fica convenientemente perto tanto do aeroporto quanto do centro, e por aqui passa onibus direto pro aeroporto. E quinto porque tem nachtbus (onibus noturno) passando na minha porta.

Pra nao ser totalmente injusta com o bairro, com a chegada da primevera, ja’ estou vendo mais movimento nas ruas. Domingo que faz sol a criancada vai pra rua, e com seus patins e skates disputam a calcada com os vovos’ de andador (‘e serio – a minha vovo’ mesmo tem andador). E quando estava fazendo a mudanca, estava com a camera no bolso e tirei fotos de casas bonitinhas aqui perto.

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Bairro arborizado

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Cerquinha bonita

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Sotao fofo

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Eu gosto : )

O galao e os moveis

No escritorio tem um filtro de ‘agua que, de quando em quando, tem que trocar o galao. E’ um galao pesado, de 20 litros, mas ne’, a fe’ move montanhas. Da primeira vez que eu troquei o galao, tive que praticamente tomar o negocio das maos de um moco que insistia em nao deixar que eu fizesse esforco. Eu respondi que, se eu queria direitos iguais, tinha que me acostumar com os deveres iguais tambem, uai. E depois da terceira ou quarta troca, peguei o jeito da coisa.

Enquanto estava subindo e descendo escada carregando caixas de moveis, fiquei pensando como ‘e bom a gente poder carregar as coisas por ai. Mas o que me salvou foram os mocos cortadores de arvores que disseram ‘voce e’ muito pequena pra carregar essas coisas, quer ajuda?’. Reconheco que por um milesimo de segundo pensei em responder ‘ooopa, pequena quem?, voce nao viu o tamanho do colchao que eu acabei de levar la’ pra cima?’ mas bateu um surto de nocao e fiquei bem quietinha e sorridente e aceitei a ajuda sim, muitissimo obrigada.

No final das contas, e’ bom poder fazer o que da’ sozinha, e ‘e bom poder pedir ajuda pro que nao da’ :)