Estocolmo, parte III

No dia de ano novo, o Jelle resolveu que ia cozinhar. Passamos no supermercado e compramos os ingredientes (parentesis: supermercados fenomenais, enooooormes, com 943 marcas diferentes pra tudo, eu poderia morar na Suecia) e depois ele fez um frango tailandes com arroz e ervilhas. O arroz ficou bem ‘unidos venceremos’ e o frango ficou bem parecido com um strogonoff, so’ que apimentado. Muito bom!

Enquanto isso, eu tentei fazer mojitos – nao achei agua tonica no supermercado, e o que eu comprei achando que era hortela era outra coisa (tipo uma prima da hortela, acho que era melissa). O Jelle sugeriu fazer uma sopa de chiclete de menta – eu nao quis interferir, ele fez, e o negocio ficou bizarro, mas com gosto de menta, entao foi pra receita tambem. No final das contas, nao foi o pior mojito da vida nao. E depois eu fiz uns mojitos de raspberry com menta que andam sendo o que ha’ em termos de agradar as visitas :)

Jantar de ano novo

Jantar de ano novo

Hmmmm.

Hmmmm.

Dai saimos pra ver os ‘fogos’. Pra quem ta’ acostumado com o Brasil, mals ae, mas foi bem fraquinho. Ah!, e tinha balao! Eu fiquei super preocupada porque fiz lavagem cerebral de ‘balao e’ proibido e causa queimadas’, mas tenho que admitir que o trem ‘e bonito demais! Tinha um montao de gente na rua, aquele clima de ano novo, todo mundo arrumado e com garrafas na mao, mas ninguem queria bater papo com a gente (e olha que o Jelle e’ animal pra entabular conversas do nada). A gente queria saber pra onde todo mundo ia depois dos fogos, queriamos continuar a noite! Teve uma moca que estava sozinha e com cara emburrada, o Jelle foi la’, ofereceu o vinho que estavamos tomando, e mesmo assim e sozinha a moca nao quis desemburrar e conversar conosco. Suecos, voces sao uns boboes.

Finalmente conseguimos uma indicacao de balada – o lugar chama Debaser (‘que nem a musica dos Pixies’ – quase dei um beijo na menina quando ela falou isso) e nos dirigimos pra la’. So’ que no meio do caminho vimos um pessoal super bem vestido, com umas mascaras lindas, entrando pra uma festa, e o Jelle cara-de-pau como eu nunca vi na vida pediu pra irmos na festa tambem. E fomos.

A jovem nata da sociedade sueca estava reunida na festa. Os caras de terno e gravata borboleta; as meninas com vestidos de paetes e saltos altissimos e afins; todos com umas mascaras douradas lindas – aquelas de verdade, com plumas, nao essas de supermercado. E eu de camisa dos bitous, e o Jelle de moleton. Muito bom! (tenho que dizer que em momento nenhum me senti intimidada – porque eu tava com minha camisa mais bonita dos bitous, claro, e porque todo mundo na festa era tao alto que mesmo que eu estivesse com uma plataforma de 15cm nao faria a menor diferenca. nao lembro de ter visto meninas tao altas juntas) Mesmo se a gente tirasse as roupas bonitas e os quilos de maquiagem e gel dos cabelos, pelo menos 50% das pessoas da festa era muito, muito bonitas, tipo assim modelo. E eu e o Jelle la’.

A gente bateu papo com umas pessoas, mas foi um negocio meio esquisito, ja’ que eles estavam muito mais interessados em falar deles mesmos do que falar com a gente. Sabe a menina emburrada do comeco do post? Estava na festa, tao emburrada quanto. E tambem fiquei chateada que nao deram cerveja pra gente (se convidou pra festa, trata bem, ne?). Um casal estava morando em Xangai (trabalham pra Volvo, acho); outra morava em Frankfurt porque trabalha pra um banco; todo mundo muito importante, muito bonito, muito serio, e muito vip. Em menos de uma hora eu enchi o saco e implorei pra irmos embora. Tchau, gente bonita!

E ai sim fomos pro Debaser. Gente, que lugar legal : ) Pena que quando chegamos estava fechando ja’ – nao acreditamos porque estava lotado de gente, mas fechou em meia hora sim. Do mesmo jeito, cheio de gente que parecia ser legal, mas zero deram papo pra gente (fora dois mexicanos com cara de gangsters, mas eles nao queriam papo, queriam outra coisa de mim). Suecos, ja’ falei que voces sao uns boboes? De qualquer maneira, a musica estava boa, nao pagamos pra entrar, e foi a primeira vez que ouvi tocarem Come On Eillen numa balada. Sucesso!

Quando a festa acabou, rodamos mais um pouco por Slussen pra achar alguma outra coisa – e ate’ vimos uma festa que parecia bacana, mas estava sempre do outro lado do rio, fora de alcance. Ficamos uma meia hora rodando por vielas e pontes e nada de conseguir chegar na festa! Ai largamos mao e fomos pra casa.

No dia seguinte as comemoracoes de ano novo continuaram com os oliebollen que o Jelle trouxe da Holanda – a tradicao holandesa manda comer esses negocios no dia 31 ou no dia 1o. De acordo com o Jelle, a traducao literal ‘e ‘redondos de oleo’, porque esses bolinhos ficam mesmo pesados de serem fritos no oleo. E o google diz que sao os pais dos donnuts americanos :)

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Feliz ano novo!

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2 thoughts on “Estocolmo, parte III

  1. 1) Nossa Isa, como você está diferente na primeira foto…
    Os ares tedescos estão fazendo muito bem à sua aparência.
    2) “Come On Eillen”: isso é uma música?
    3) Esses tais de “oliebollen” tão parecendo os “bolinhos de chuva” de minha tia.

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