Estocolmo, parte II

A verdade e’ que eu nao gostei de Estocolmo : (

Eu ja’ estava meio chateada com a vida; no segundo dia de viagem recebi a noticia que minha tia-avo’ faleceu e fiquei super chateada de estar longe e nao poder ir ao enterro e estar com a familia. Essa ‘e a unica coisa realmente ruim de morar longe. A distancia e a saudade a gente contorna, manda email, liga, visita quando da’. Mas nao poder estar perto quando alguem precisa e’ muito dificil. Fiquei mais chateada ainda porque eu *queria muito* ter ido passar o fim do ano no Brasil e nao deu… bom, mas nao tinha muito jeito senao seguir viagem.

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Op, op, op op op

E pra falar a verdade, foi bom que eu estava viajando com o Jelle. O Jelle e’ holandes e nos conhecemos aqui em Frankfurt e nunca vi alguem falar tanto. Pra eu achar que alguem fala muito, essa pessoa tem que falar mais que eu, ne? Por ai voces veem. Foi bom que me distraiu bastante. Mas tambem foi ruim porque ficamos de papo e acabamos nao fazendo tudo que eu queria ter feito na cidade.

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Opa Gamla Stan

O centrinho da cidade se chama Gamla Stan, cidade antiga. Eu nunca vi uma concentracao tao grande de lojinhas com coisas que eu desejo possuir. A ‘sorte’ e’ que la em Estocolmo tudo e’ tao caro, tao caro, que minha munhequice falou mais alto e comprei so o ima, obrigada.

Tem umas igrejas e uns predios bacanas, o museu do Nobel, um monte de cafe’s e docerias e lugares bonitinhos. Da’ pra se perder por la’ umas horas. Comi o melhor brownie da minha vida numa das cafeterias de la’, e tambem umas tortas e doces muito gostosos. Recomendo! Logo de cara, comecei a chamar o lugar de Gangnam Style, e nunca mais consegui falar Gamla Stan. Tem uma estacao de metro chamada Gamla Stan tambem e invariavelmente, quando a moca anunciava ‘Gammmmla Staaan’ no sistema de som do metro, eu vi os turistas com um meio sorriso no rosto pensando em Gangnam Style. No ultimo dia, teve ate’ um rapazinho de uns 10 anos que nao pode se conter e deu uns passinhos de op, op op op op em pleno vagao. Lembrei do Rodrigo todos os dias, que foi ele que me apresentou essa joia da cultura hodierna :) Nao da’ pra amar uma cidade cujo centro faz lembrar de Psy, ne.

Lujinha cheia de coisas que eu quero possuir

Lujinha cheia de coisas que eu quero possuir

A cidade mesmo e’ bem bonita, e o tempo ajudou (temperaturas acima de zero todos os dias, yey!). Nao nevou e so’ choveu um dia. Em compensacao, o por do sol era tres da tarde; tres e meia ja’ estava escuro como breu. Os lugares sao todos beeeem espacosos, nao tinha ninguem na rua, e estava escuro e frio – me deu uma impressao muito ruim de solidao. Ou essa impressao ja’ estava dentro de mim e nao tem nada a ver com a cidade… Deixei o Jelle por conta da programacao e camelamos bastante todos os dias. Uma coisa que me espantou ‘e que Estocolmo ‘e feita de ilhas e tem agua por todo o lado, mas o tempo ‘e incrivelmente seco, assim de doer o nariz. O que e’ uma beleza, porque frio umido (como Frankfurt e como Amsterda) ‘e bem pior de aguentar! O Jelle ensaiou umas explicacoes sobre os ventos secos que sopram de sei la’ onde, mas eu nao botei muita fe’ nao. Ainda preciso pesquisar a respeito.

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Em uma das 928375 ilhas de Estocolmo

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Vista do centro

Uma coisa que foi novidade pra mim foi ficar na casa de couchsurfers. O couchsurf e’ um site (ou uma filosofia de vida) cujo principio ‘e que voce possa ficar no sofa’ (ou no colchao de ar) de pessoas da cidade que voce visita. A ideia nao ‘e ter um lugar de graca pra dormir; a ideia ‘e conhecer gente, ouvir historias, possivelmente aprender sobre a cidade e os locais, e possivelmente ter companhia pra explorar a cidade. O Jelle achou pessoas pra nos receber e la’ fomos nos.

O casal que nos recebeu nao era de la’ (a moca ‘e chilena; o rapaz, espanhol) entao nao puderam nos contar muita coisa sobre a cidade, e nao conhecemos locais. Mas ao mesmo tempo, foi otimo, porque discutimos um monte sobre a Espanha, sobre o Chile, sobre as diferencas entre America Latina e Europa, sobre como e’ se adaptar num pais escandinavo (eles estao la’ ha’ 6 meses), sobre a crise, sobre aprender sueco. E acho que nos receberam muito mais carinhosamente do que se fossem suecos : )

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2 thoughts on “Estocolmo, parte II

  1. A diferença nossa e gritante. Os motivos que te deixam triste de morar longe me deixam feliz de morar longe.
    E como não gostar de uma cidade na qual toda hora que o transporte público anuncia a parada central você pode dançar Gangnam Style?

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