Passeio de Natal, parte final

Ulltimos dias de passeio tiveram muita estrada, muito mar e muita belezura. Ja’ falei que Montenegro e’ lindo?

Paramos em Petrovac ao anoitecer para almocar/jantar (foram mais de 5 horas de estrada) e nao deu pra aproveitar muito das fotos de dia. O lugar ‘e lindo e as fotos nao fazem justica.

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Os bitous vao a Petrovac

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Petrovac, Montenegro

Em Kotor, ficamos bem perto da zona do agriao, na Vila Panonija. Realmente do lado da cidade antiga, mas dificil de encontrar e o aquecedor so’ fazia fuuuu, sem esquentar muito. Pagamos mais caro que em Budva, 40 euros. No final das contas valeu a pena pela localizacao e pelo cafe da manha com omeletes feitos na hora (ah, e o chuveiro era bem bom tambem!).

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Cidade antiga murada de Kotor

O Bernardo gostou mais da Stari Grad (cidade antiga) de Kotor, por ser mais aberta e espacosa. Realmente, a de Budva lembra um pouco Veneza de tao apertadinha! Achamos uns pubs nao muito mortos, mas quem estava morto era a gente e voltamos cedo pra aproveitar o ultimo dia.

Ultimo dia que foi o unico nublado da viagem toda : ( Mas ainda assim deu pra ver a cidade de dia.

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Stari Grad de Kotor

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Stari Grad embaixo das montanhas

Kotor tem uma fortaleza linda (aquela da foto do restaurante) encarapitada no alto da montanha. Primeiro pensamos em subir; depois acabamos achando que nao ia dar tempo. E por fim, encontramos o mapa das trilhas dentro da cidade antiga, divididas entre high risk zone (zona de alto risco), zone of increased risk (zona de risco aumentado) e relatively safe (!) walking path (trilha de caminhada relativamente segura). Isso porque essa trilha ‘razoavelmente segura’ nao subia ate’ o topo. Como ainda por cima tinha rolado uma chuvinha no comeco da manha e a trilha ia estar escorregadia, desistimos de vez de subir. Nao foi a preguica!

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Comeco da trilha ‘razoavelmente segura’. Ali em cima e’ o Bernardo

Meu voo de volta era as 4, entao caimos na estrada de novo. A estrada e’ linda, mas como estava nublado, nem tirei fotos. Viemos cantando os bitous e os rolling stones e acabamos chegando em Dubrovnik um pouco cedo demais pro meu voo. Pra eu nao pastar demais no aeroporto, decidimos parar na primeira prainha que aparecesse na frente. Assim, como bonus de finalzinho de viagem. Ah, eu ja’ disse que amo a Croacia?

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Praia perto de Dubrovnik, num dia feio

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Piscina de hotel – nao tinha ninguem, mas no verao nao deve ser mau ficar ai.

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Passeio de Natal, parte III

A vespera de natal amanheceu ensolarada e quente e fomos passear.

Primeiro fomos ao castelo Petrela no alto de uma montanha com o mesmo nome – lugar lindo, vista linda, e tudo ainda enfeitado por causa das comemoracoes do centenario da independencia. Que coisa mais linda essa bandeira da Albania!

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Castelo Petrela

La’ em cima, fizeram um cafe’ / restaurante muito fofo. De novo, como eu gosto disso! Os lugares historicos e bonitos ficam muito mais legais de visitar se a gente pode sentar um pouco, pedir um cafe’ ou um chocolate quente.

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Lugar simpatico pra se tomar um cafe

De la’, a vista ‘e surrealmente bonita, ainda mais num dia de sol. Da’ pra ver 360 graus, subindo pelos caminhos nas pedras. ‘E impressionante como da’ pra ver longe, tendo subido razoavelmente pouco. A parte mais longa ‘e feita de carro; depois ainda sobra uns 20 minutos de caminhada. Mas nada que umas paradas estrategicas pra tirar foto nao ajudem!

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Vista do monte Petrela

Depois fomos ao parque da cidade (a Monica de moto, o Eduardo de camelo). Tao lindo que tinha uma noiva tirando fotos. Se comparar o meu casacao de neve com o vestido sem mangas dela, da’ pra supor que ela nao estava tao contente quanto saiu nas fotos – mas devem ter saido lindas! Acabei de descobrir que e’ um lago artificial, mas nao atrapalhou a beleza dele nao.

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Tirana Park

Depois disso, almoco comilanca, dormidinha, e Nataaaaal!

Tivemos arvore enfeitada, musicas de natal, amigo oculto, um montao de gentes na festa, ceia infinita, vinho, presente, bate-papo, teve risada, teve causo, teve historia da Albania, teve bitous, doce, crianca, mais comida, e ate’ reza de Natal! E porque eu muito atazanei, teve a Simone cantando.

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Entaaaao e’ nataaal, e o queeee voce feeeez? (a foto ficou marromenos, no dia estava mais bonito)

Pra um natal do outro lado do mundo e longe da familia, melhor impossivel!

You can’t always get what you want

No comeco minha aventura aqui foi so’ alegria, como era mesmo pra ser. Mas logo depois, eu comecei a ficar triste e irritada, a me sentir muito sozinha, e a repensar se era isso mesmo que eu queria. Eu tava infeliz e nao sabia o que era. ‘E que demorou pra cair a ficha que o problema ‘e que eu dei um passo maior que a perna.

As outras vezes que eu morei fora de casa nao me prepararam pra essa. Tudo bem nao conhecer ninguem por perto e ter que refazer sua vida social, como nos Eua. Tudo bem se ferrar de verde e amarelo no trabalho por nao saber nada, como em Salvador. Mas eu nao reparei que estava juntando tudo, e ainda num lugar onde nao conheco nem a lingua nem os costumes. Yey!

Quando aceitei a proposta de emprego aqui, regredi um pouco na carreira. E esse foi o pior erro de calculo – pensar que, por ser musgo na cadeia alimentar da empresa, minha vida no trabalho ia ser facil. Nao ta’ sendo! O pessoal nao me cobra muito, apesar de periodicamente ter pessoas que gritam comigo por eu nao saber nada. Mas eu me cobro muito e me sinto extremamente incomodada de nao saber fazer tudo sozinha. Pra tudo tenho que perguntar – ‘as vezes nao so’ como faz, mas pra quem pede autorizacao, a quem informa, pra quem preciso pedir opiniao e bencao. Me vejo perguntando as coisas mais bestas desse mundo. Sinto que tenho toneladas de coisas pra aprender. E sinto que nao tou rendendo, nao tou ‘valendo’ a contratacao.

O proprio pessoal da equipe ja’ me disse que demora 6 meses pras pessoas se acostumarem aqui, mas eu sou turrona e achei que ia resolver tudo rapidinho. E cada dia que eu nao sei como fazer as coisas me deixa mais aflita. So’ que ficar aflita nao resolve nada.

Tenho um longo caminho tambem em outras ‘areas – aprender a lingua, fazer amigos, montar casa permanente em Frankfurt. Ficar aflita por nao falar alemao e nao ter amigos nao me ajuda em nada. Na ansiedade de resolver tudo, eu atiro pra todos os lados e, quanto maior e’ a minha boa vontade em tentar de tudo, mais eu fico chateada se nao funciona. Circulo vicioso.

Acho que entender que as coisas vao demorar a entrar nos eixos, e aceitar que tudo bem, ‘e a primeira coisa que eu preciso fazer pra elas comecarem a se ajeitar.

Passeio de Natal, parte II

Budva e’ uma cidadezinha linda, linda. Nem precisa falar muito – so’ mostrar as fotos ; )

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Cidade antiga (Stari Grad) de Budva

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Do lado do mar

E que mar!...

E que mar!…

Adriatico, seu lindo!

Adriatico, seu lindo!

A cidade antiga e’ grande e e’ toda murada. Da’ pra dar a volta nela toda, por cima do muro, como em Dubrovnik. Muitas das fotos de mar sao de cima do muro : ) Uma coisa que eu gosto dessa parte do mundo ‘e que, na cidade antiga, tem loja, tem correios, tem casa de gente, tem escritorio… as pessoas usam o lugar, em vez de so’ preservar como museu.

Visto Budva, pe’ na estrada. E o GPS tinha o caminho para Tirana, que beleza! A parte ruim ‘e que nos afastamos do mar e a estrada ficou visivelmente pior. A parte boa ‘e que, entre Montenegro e Albania, tem um lago enorme e lindo lindo. Montanha de um lado, montanha do outro, lago no meio.

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Lago Skadar, entre Montenegro e Albania

Ao chegarmos em Tirana, fomos super bem recebidos pela Andrea e familia. Logo de cara ja’ fomos jantar num restaurante super bacana. A moeda albanesa ‘e o lek e um euro da’ 140 leks. A comida e’ farta e barata, se comparar com a Alemanha principalmente! Depois fomos conhecer a cidade ‘a noite. Eu nao esperava tanta iluminacao de natal! Mas e’ que coincidiu o fim de ano e os 100 anos de independencia da Albania e a cidade estava toda enfeitada.

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Eu e a Andrea no centro de Tirana

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Quase tudo enfeitado com a bandeira da Albania (a vermelha, ‘a esquerda) e o simbolo da independencia (branco, ‘a direita)

O centro e’ bem arrumadinho, cheio de lojinhas, bares bacanas, restaurantes. De pontos ruins, alguma sujeira nas ruas e o transito caotico. Ali’as o transito merece um paragrafo so’ pra ele.

Placas, mao e contramao, e ate’ faixa nas ruas e rodovias sao conceitos que nao chegaram ainda na Albania. Essas fotos do centrinho mentem; no resto da cidade (e do pais, na parte em que passamos) nao tem disso. O que vimos de gente na contramao nao foi brincadeira. Preferencia tambem ‘e bobagem – entra primeiro quem enfia o bico do carro primeiro. Contando nao da’ pra ter a real nocao de quao barbaro ‘e o transito. Na saida do pais, comemoramos que o carro tinha ido e voltado ileso. E os pedestres que se atiram pelas ruas? De acordo com o nosso anfitriao, se voce atropelar alguem na rua, nada de prestar socorro ou levar a um hospital – o negocio e’ sair fugido. Porque a familia do acidentado vai querer vinganca na hora, e normalmente o motorista ‘e espancado, apedrejado ou morto. Assustador.

Pra fechar a noite, ainda encontramos – simmmm! – uma feirinha de natal! Eu achei que nao queria mais ve-las nem pintadas de ouro, mas nao pude negar uma cerveja e um wurst (que pra eles tem outro nome, e e’ feito de carne moida – era mais uma linguica do que uma salsicha). Influencia alema : )

Passeio de Natal, parte I

O passeio de natal foi tao longo e teve tantas fotos que vem em partes : )

No sabado, sai de casa cedinho e peguei meu voo da Lufthansa pra Dubrovnik. Eu nao canso de dizer que Dubrovnik ficou no meu coracao (alias a Croacia toda); o Bernardo disse que a piloto devia ter cobrado mais caro pela passagem so’ pela vista que tivemos da cidade antes de pousar. Minhas fotos nao ficaram boas, mas quem ficar muito curioso pode jogar Dubrovnik no Google, e Split, e Hvar, e Pula… ah!

Mas o plano era encontrar o Bennies por la’ e cair direto na estrada pra Montenegro. Primeira emocao: o GPS nao tinha as cidades em que queriamos parar, Budva e Kotor. Muito estranho, porque as duas sao super famosas (bom, pra Montenegro) como destino turistico. So’ tinha a capital, Podgorica, e uma cidade chamada Bar. Na fronteira aproveitei pra tirar uma foto disfarcada do mapa do pais, e vimos que Budva era pros lados de Bar – pra Bar nos mandamos. O dia estava lindo, especialmente pra quem nao via sol ha’ quase dois meses.

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Montenegro

Como a estrada vai margeando o mar, e’ dificil se perder – a nao ser se voce se distrair com a beleza do lugar. Montenegro e’ lindo, bem ao estilo da Croacia mesmo.  Uma cadeia de montanhas no fundo e a baia no meio – bonito demais. Budva e Kotor ficam num cotovelo de mar entre as montanhas; nao tem foto que nao fica bonita.

Resolvemos parar pra almocar em Kotor mesmo – e o medo de que o dia seguinte estivesse nublado? Meio que por acaso, acabamos no (provavel) melhor restaurante do lugar. E so’ tinha a gente ; )

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Restaurante Galion, visto de fora

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Visto de dentro

A vista do restaurante era de mar pra todos os lados, fora a fortaleza de Kotor, que e’ linda tambem. Nao e’ um restaurante barato, mas dinheiro a gente ganha pra que? Ainda ganhei o almoco/jantar de presente de aniversario atrasado : ) A comida estava muito boa, o vinho tambem, e quase que nao quisemos terminar a viagem. A parte boa ‘e que a gente sabia que voltava pra Kotor no ultimo dia tambem.

Vista da muralha de Kotor

Vista da muralha de Kotor

Mas fomo-nos embora e tocamos pra Budva. Ao chegar na pousada que reservamos, outra surpresa – donos malucos. Nos chamaram pra tomar uma rakija (uma cachaca de frutas que e’ bem comum pra esses lados) que eles mesmo faziam, nos serviram azeitonas colhidas do pomar (nunca comi azeitonas tao gostosas), pate de peixe, batata… se nao tivessemos acabado de jantar, teria sido melhor ainda! Eles queriam um bom review no booking.com e vao ganhar, assim que o site me mandar a pesquisa. A pousada e’ super perto tanto do mar quanto da cidade antiga; o quarto era arrumadinho, limpinho, tudo certo. E o preco foi honesto – 27 euros pela noite. Nao fomos no restaurante deles (que e’ dentro do hotel), mas pelo que serviram pra gente, devia ter bastante coisa gostosa. Ate’ me deu fome agora. Voltando a Budva, ficarei no Simona Lux!

De noite, passeio pela cidade velha (fotos escuras!) e tentativa de balada. Nessa ‘epoca de inverno, tudo fica paradissimo! Conhecemos um moco no mercadinho que nos perguntou muito espantadamente – o que dois brasileiros estao fazendo aqui no inverno? O mais bacana e’ que ele ‘e que puxou assunto (o mercadinho estava mesmo ‘as moscas) e nos contou que adora o Silvio Santos. E ainda disse que gosta das ‘pegadinhas’, assim mesmo em portugues. Michel Telo’ e Silvio Santos, nossos produtos de exportacao…

Weihnacht-canequinhas

Entao, cada cidade tem seu mercadinho de natal. E cada mercadinho de natal tem sua canequinha!

Ao comprar seu vinho quente (ou o que quer que venha na caneca), voce precisa pagar tambem o ‘pfand’, que e’ o deposito. Isso e’ muito comum aqui na Alemanha; ate’ em bares, ‘as vezes eles cobram – especialmente se te dao um copo de vidro bonitao pra tomar sua cerveja. Quando voce acaba de tomar o que quer que tenha comprado, voce devolve o copo ou a caneca e o bar devolve seu dinheiro. Ou entao voce fica com a caneca!

Eu normalmente termino de tomar, volto na barraquinha e peco pra trocarem por uma caneca limpinha : ) Mas quando o bar ta’ longe, levo pra casa como esta’ mesmo. O preco dessas canecas? Variam de 2.50 a 4 euros, cada uma. Em Berlim, como eram varias feiras, foram varias canecas. Passado o natal, eu tenho muitos copos em casa!

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Berlin, Frankfurt, Ronneberg, Koln

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Berlim, Berlim, Berlim…

Azeitonas numero impar

Quero dizer pra quem chegou aqui no blogue jogando no google “azeitonas numero impar” –

‘e verdade! Martini bem-feito tem que ter um numero impar de azeitonas. Eu aprendi em um dos artigos que eu mais gosto sobre martini. Favor ignorar o sexismo do site e focar nos drinks : ) Nesse FAQ bem legal a regra e’ clara:

“High tradition dictates that you must use an odd number of olives. One olive is fine; so are three (five is excessive). Using two or four olives is a faux pas.”

(A tradicao dita que voce deve usar um numero impar de azeitonas. Uma azeitona esta’ bem, tres tambem (cinco e’ excessivo). Usar duas ou quatro azeitonas e’ violar a etiqueta)

Martini correto

Acho que estou precisando incluir uma categoria ‘cachaca’ nesse blogue : )

Viagem de natal

Como nao deu pra voltar pro Brasil no natal,  me apressei a arranjar umas viagens – pra pelo menos passar com gente conhecida, passeando, em vez de ficar em Frankfurt infeliz (se bem que com os acontecimentos recentes e umas superpromocoes de passagens de ultima hora, seria bom se eu nao tivesse marcado nada…. mas ja’ foi).

Como nessa ‘epoca tudo fica bem caro, acabamos decidindo por uma viagem economica (pelo menos pro meu companheiro de viagem) – eu voo pra Dubrovnik e ele me pega la’. Seguimos alegremente estrada afora para Budva, em Montenegro, que durante o verao (veja bem, durante o verao) ‘e o centro do turismo montenegrense (confere, producao?). Tem lindas praias de areia branca e exemplos da arquitetura mediterranea, seja la’ o que for isso.

No dia seguinte seguimos pra Tirana, na Albania, onde vamos ficar na casa de amigos (alheios – eu nao conheco ainda). Tirana ‘e a maior cidade da Albania com 600 mil habitantes. Tem castelos, fortalezas, mesquitas, e diz a moca que mora la’ que tem belezas naturais fantasticas. Veremos. O legal ‘e que em plena Albania muculmana (~60% da populacao) vamos comemorar o natal com ceia, amigo oculto e, se bobear, a Simone cantando ‘entao ‘e nataaaal, e o que voce feeeez?’.

Na volta, pra nos recuperarmos da Simone, paramos em Kotor, em Montenegro novamente, que diz que e’ lindo e tem fiordes. Quando joguei Kotor no google images, pareceu coisa boa : ) Pena que estamos passeando por la’ no inverno – esses lugares devem ficar lindos no verao. Mas a vida e’ longa e, se a Albania nao for muito programa de indio, qualquer dia desses voltamos la’.

roteiro

Roteiro 5 tacapes na carteirinha da Funai