Na feirinha dos recem-chegados, ganhei um guia para a vida em Frankfurt e peguei um monte de panfletos. Do meu plano de saude, ganhei mais um guia sobre a vida na Alemanha em geral e um guia do sistema de saude. Terminei hoje de ler o primeiro guia e ainda tem quilos de coisas pra ler…

Pessoas menos aplicadas (ou menos nerds, hehe) prefeririam entender como a vida aqui funciona na pratica, na rua, levando porrada. Eu que prefiro aprender com as burradas dos outros pra tentar diminuir um pouco a quantidade das minhas estou lendo tudo bonitinho e so’ nao faco anotacoes porque pretendo guardar os guias.

E os guias chegam a ser engracados – parece que foram escritos com o recem-chegado americano em mente e ‘as vezes eu morro de rir. Um dos guias so’ falta dizer ‘me desculpa, por favor’ quando fala das (complicadissimas) providencias a se tomar quando se chega na cidade – de se registrar nos orgaos competentes a abrir conta no banco, registrar com o seguro saude e afins. Essa perola esta’ no capitulo de getting settled: ‘If you become smitten with love during tour say in Germany, there’s a chance you’ll want to get married. That’s when you’ll really discover that nothing, not even eternal love, is simple in Germany’. Eu ri :)

E quantas informacoes e quilos de links! Um site que eu gostei bastante e’ esse aqui, Make it in Germany. Ele explica as coisas bem por cima, mas tem dicas muito interessantes. E’ parte de uma iniciativa de trazer trabalhadores especialistas pra ca’ – olha a dica! :)

Li muitas coisas sobre como os alemaes sao, no geral, muito certinhos e adoram seguir regras e procedimentos. Isso as vezes e’ um problema, porque eles sao um pouco inflexiveis e burocraticos – tudo tem que ser feito do jeito que tem que ser feito. Mas por outro lado, eu estou adorando isso pela seguinte razao – existem jeitos de fazer as coisas. No trabalho, tem uns documentos chamados standard routines – sao literalmente uma rotina pra fazer determinadas tarefas. Entao, ao invez de ficar quebrando a cabeca reinventando a roda, voce ja’ chega na tarefa com um manual claro de como fazer. E se for pra gastar tutano, e’ pra pensar em como melhorar o processo, nao pra comecar a fazer do zero.

Outra coisa que eu li mas nao tive ainda chance de verificar na pratica e’ que o alemao e’ uma lingua de baixo contexto – ou seja, eles dizem o que querem dizer. Nao existe entrelinha, linguagem corporal, o-que-voce-esta-querendo-dizer-quando-na-verdade-esta-dizendo-outra-coisa. Com a minha absoluta falta de nocao e empatia, acho que vou me dar muito melhor assim do que com o pisar-em-ovos do portugues. Nos EUA a coisa ja’ era bastante assim – e eu adorava. Vamos ver aqui como vai ser!

Descoberta de hoje: existe um cartao dos museus da cidade; por 75 dinheuros, voce pode ir nos 34 museus da cidade durante um ano. Me pareceu bom negocio, porque os museus dos guias estao todos na lista do cartao (nao e’ pegadinha com museus horriveis) e a entrada dos museus e’ perto de 10 euros cada. Resta saber se e’ transferivel, ou seja, se eu posso emprestar pras visitas :)

(descoberta dois: achei um coral internacional desses que aceita pessoas normais – mandei um email, vamos ver no que da’ :)

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